AVIAÇÃO COMERCIAL

CEO da Azul sinaliza retomada de novas rotas com cautela após reestruturação

John Rodgerson destaca flexibilidade para expansão, mas reforça compromisso com responsabilidade e foco em mercados rentáveis

Publicado em 23/02/2026 às 11:34
CEO da Azul sinaliza retomada de novas rotas com cautela após reestruturação Reprodução

A Azul avalia a possibilidade de abrir novas rotas após concluir o processo de Chapter 11, equivalente à recuperação judicial nos Estados Unidos. Segundo o CEO da companhia, John Rodgerson, a expansão será conduzida com responsabilidade e análise criteriosa.

"Todo mundo achava que a Azul iria diminuir (durante a recuperação), porém isso não aconteceu. Agora, com o balanço saudável, há muito mais flexibilidade para crescer", afirmou Rodgerson em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 23.

O executivo explicou que as realocações de frota durante o Chapter 11 facilitaram negociações com arrendadores e credores. Para os próximos passos, a companhia pretende posicionar seus recursos com cautela.

"Tivemos anos em que chegamos a receber mais de 20 aeronaves e, com essa quantidade, é natural errar em alguns mercados", avaliou o CEO. "Agora, que devemos receber cerca de 5 a 10, vamos poder escolher melhor onde alocaremos nossos recursos para focar em locais mais rentáveis."

Expansão internacional

Questionado sobre possíveis planos de expansão internacional após a entrada da American Airlines e da United Airlines como acionistas de referência, Rodgerson destacou: "Hoje não temos rotas concorrendo com as duas companhias, temos malhas bem diferentes. O que elas estão mirando na Azul é nossa conectividade no País".

Enquanto a concorrente Gol tem priorizado mercados estrangeiros desde sua saída do Chapter 11, Rodgerson afirmou que a internacionalização também está no radar da Azul, mas de forma gradual. "Isso vai ser mais apertado em 2026. Estamos em um momento de transição", pontuou.

O processo de reestruturação da Azul envolveu devolução de aeronaves, renegociação de contratos e realocação de ativos. Além dos novos aviões previstos, a expectativa é reativar cerca de 13 aeronaves atualmente estacionadas por questões técnicas, segundo o CEO.