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Surfista de ondas gigantes Will Santana se une a voluntários e atua no apoio às vítimas da tragédia em Juiz de Fora (MG)

Após ter atuado nos resgates da tragédia que atingiu o Rio Grande do Sul, Will Santana chegou hoje a Juiz de Fora (MG) para reforçar as ações de apoio e as buscas nas áreas afetadas por deslizamentos que deixaram dezenas de mortos e desaparecidos

Por Caroline Adrielli Publicado em 25/02/2026 às 17:31
Surfista de ondas gigantes Will Santana se une a voluntários e atua no apoio às vítimas da tragédia em Juiz de Fora (MG) Reprodução

Em meio ao fevereiro mais chuvoso já registrado em Juiz de Fora (MG), com 584 mm acumulados, mais que o dobro da média histórica para o mês, a cidade enfrenta um cenário de destruição após as fortes chuvas de ontem (24), que provocaram deslizamentos, arrastaram casas e deixaram dezenas de mortos e desaparecidos na Zona da Mata mineira. Diante da situação de caos provocada pelo volume extremo de precipitações, o surfista de ondas gigantes Will Santana foi acionado devido a necessidade de pilotos experientes de jetski e embarcações e está no município para atuar diretamente no apoio às vítimas, integrando as ações emergenciais e o suporte às comunidades atingidas.

A situação de emergência mobilizou moradores, equipes de resgate e voluntários de todo o país, incluindo Will Santana, reconhecido por sua atuação em ondas gigantes e por sua presença em operações de alto risco no mar.  Acompanhado pelo surfista Iankel Noronha e pelo paraquedista e resgatista Márcio Taz Lima, eles chegaram hoje (25) à cidade e já participam de ações.

Desde a chegada a Juiz de Fora, Will Santana e seus colegas têm se dedicado a atividades que incluem a retirada de lama e entulho de espaços públicos e privados, apoio logístico às famílias desalojadas e colaboração com equipes de resgate locais na busca por desaparecidos. A mobilização espontânea de atletas e resgatistas reflete uma resposta imediata e prática diante de um desastre que comoveu todo o país.

Will Santana relatou que a situação em Juiz de Fora é diferente do cenário enfrentado no Rio Grande do Sul, onde também atuou em operações de resgate. Em Juiz de Fora (MG), o resgate não está sendo feito com jetski; os esforços estão concentrados em meio à lama e aos escombros na busca por desaparecidos. ”Estamos seguindo as orientações das autoridades. Onde os bombeiros e a polícia conduzem e autorizam, nós vamos. Até o momento ajudamos muito na escavação, quebrando concreto e retirando lama para tentar achar duas crianças desaparecidas”, relata.