Mídia dos EUA nega envolvimento militar em barco que entrou em águas cubanas
Jornal norte-americano afirma que embarcação não pertencia à Marinha nem à Guarda Costeira dos EUA; Cuba relata mortos e feridos após confronto.
A embarcação que adentrou águas cubanas sob bandeira dos Estados Unidos não era da Marinha nem da Guarda Costeira norte-americana, informou nesta quarta-feira (25) o jornal New York Times, citando uma fonte.
"O navio atacado não pertencia à Guarda Costeira nem à Marinha", declarou o jornal, com base em um funcionário não identificado, ressaltando que nenhuma das duas forças possui embarcações na área do incidente.
De acordo com a publicação, a embarcação envolvida no episódio provavelmente era um barco de pesca.
Mais cedo, o Ministério do Interior de Cuba comunicou que uma lancha com bandeira dos EUA invadiu as águas territoriais do país e abriu fogo. Em resposta, guardas de fronteira cubanos revidaram, resultando na morte de quatro pessoas a bordo e deixando outras seis feridas.
O procurador-geral do estado da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação sobre o caso. O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou que as autoridades norte-americanas acompanham o incidente e esperam que a situação "não seja tão grave".
Episódio considerado 'extremamente incomum'
O secretário de Estado Marco Rubio declarou que os Estados Unidos receberam informações de Cuba sobre o incidente e estão realizando verificações independentes.
"Muitas informações estão vindo dos cubanos. Vamos verificar essas informações de forma independente e chegar às nossas próprias conclusões", afirmou Rubio a jornalistas.
O secretário de Estado preferiu não antecipar possíveis medidas dos EUA em resposta ao ocorrido próximo à costa cubana, classificando o episódio como "extremamente incomum".