EDUCAÇÃO

Matemática ou Ciências Humanas? Veja qual itinerário do novo ensino médio lidera matrículas

Censo Escolar aponta Ciências da Natureza como área preferida dos estudantes, seguida por Matemática e Linguagens

Publicado em 26/02/2026 às 11:37
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Ciências da Natureza lidera as escolhas dos estudantes para o aprofundamento do novo ensino médio. Dados do Censo Escolar divulgados nesta quinta-feira, 26, mostram que esse itinerário reúne 4.030.200 matrículas, sendo o mais procurado entre as cinco áreas do conhecimento disponíveis para formação específica.

Esta é a primeira vez que o Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga informações detalhadas sobre os itinerários formativos, implementados após a reforma do ensino médio sancionada em 2017 e revisada em 2024.

Com a reforma, parte da carga horária do ensino médio é destinada à Formação Geral Básica, enquanto o restante é voltado para o aprofundamento em um dos itinerários: Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens, Matemática e Educação Profissional.

Segundo o Censo Escolar, a segunda área com maior número de matrículas é Matemática, com 3.996.516 estudantes; seguida por Linguagens (3.763.332); Ciências Humanas (3.418.799); e Educação Profissional (1.200.606).

O Ministério da Educação (MEC) explica que o total de matrículas por área é superior ao número de estudantes do ensino médio porque um mesmo aluno pode se inscrever em mais de um itinerário.

Distribuição por redes de ensino

Na rede pública, Matemática concentra o maior número de matrículas (3.468.923), seguida de Ciências da Natureza (3.457.950), Linguagens (3.228.509), Ciências Humanas (2.921.141) e Educação Profissional (1.137.476).

Já na rede privada, a ordem é diferente: Ciências da Natureza lidera (572.250), seguida de Linguagens (534.823), Matemática (527.593), Ciências Humanas (497.658) e Educação Profissional (63.130).

Revisão da reforma e mudanças na carga horária

Em 2024, após debates intensos, o Congresso Nacional aprovou a revisão da reforma do ensino médio, ampliando a carga horária da formação geral básica – que inclui disciplinas como Português, Matemática e História. Essa mudança atendeu a demandas de professores e entidades, formalizadas por meio de um projeto de lei enviado pelo governo federal.

Com a alteração, a carga horária dos itinerários formativos caiu de 1.200 para 600 horas ao longo dos três anos do ensino médio. A exceção fica para os casos em que o ensino médio é integrado ao curso técnico: nesses, a formação básica pode ser reduzida, com um mínimo de 2.100 horas, das quais 300 podem ser utilizadas para articular a base curricular ao ensino técnico profissionalizante, possibilitando cursos técnicos de até 1.200 horas.

Atualmente, os itinerários escolhidos pelos estudantes ainda não são avaliados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).