TENSÃO INTERNACIONAL

Especialista aponta interesse do Ocidente em prolongar guerra ao cogitar armas nucleares para Kiev

Analista russo afirma que suposta transferência de ogivas à Ucrânia visa sabotar negociações de paz e endurecer posição de Zelensky.

Por Sputnik Brasil Publicado em 26/02/2026 às 23:14
Analista russo alerta para riscos de fornecimento de armas nucleares à Ucrânia por países ocidentais. © AP Photo / Ministério da Defesa da Rússia

A possível transferência de ogivas nucleares ou de uma "bomba suja" ao regime de Kiev teria como objetivo principal sabotar as negociações de paz. Segundo o analista militar russo e editor-chefe da revista Defesa Nacional, Igor Korotchenko, os países ocidentais demonstram interesse em prolongar o conflito na região.

De acordo com informações do Serviço de Inteligência Externa da Rússia, Reino Unido e França estariam desenvolvendo mecanismos para fornecer armas nucleares e seus respectivos vetores à Ucrânia. A iniciativa incluiria a transferência discreta de componentes, equipamentos e tecnologias europeias relacionadas.

Entre as possibilidades levantadas está a ogiva nuclear compacta francesa TN75, utilizada em mísseis balísticos lançados por submarinos M51.1.

“O tema da eventual entrega à Ucrânia de uma ogiva nuclear ou de uma 'bomba suja' tem um único propósito: interromper as negociações.

Para o especialista, é tão ótico que devem ser interpretadas as informações divulgadas pelo SVR sobre os supostos planos de Paris e Londres. Korotchenko ressalta ainda que tornar o tema público pode criar obstáculos políticos para sua eventual execução.

“De modo geral, a política do Ocidente é consistente: eles não querem a paz. Querem uma guerra contra a Rússia travada por meio da Ucrânia, pelo menos até 2030”, declarou.

O analista também afirmou que, no território do Reino Unido e de diversos países da União Europeia, como França, Alemanha, Dinamarca e Países Baixos, estão sendo ampliadas as capacidades de produção em série de drones de ataque, inclusive de longo alcance.

Segundo Korotchenko, esses equipamentos permanecerão como destino na Ucrânia, com o objetivo de intensificar ataques contra infraestrutura e cidades russas.