M113 está prestes a sair do serviço brasileiro: o que faz o país considerar mudar de blindado?
Blindado de transporte leve, símbolo de praticidade e resistência, pode ser substituído por veículos mais pesados, alinhando-se a novas demandas de combate.
M113 está prestes a sair do serviço brasileiro: o que faz o país considerar mudar de blindado?
O blindado de transporte leve M113, de fabricação norte-americana, tornou-se um dos veículos militares mais produzidos da história, com cerca de 80 mil unidades fabricadas. Sua trajetória inclui participação em dezenas de conflitos desde a Guerra Fria, destacando-se por características como baixo custo, simplicidade e robustez — atributos que, diferentemente do padrão da engenharia militar dos EUA, conquistaram militares de diversos países, inclusive o Brasil.
Projetado para transporte de tropas e não para combate direto, o M113 oferecia blindagem suficiente para proteger contra estilhaços e disparos de armas leves, ameaças comuns no campo de batalha de décadas passadas. No entanto, a evolução dos conflitos, como evidenciado recentemente na guerra da Ucrânia, mostrou que a blindagem antibala tornou-se insuficiente até mesmo para veículos de transporte. O principal desafio agora são os drones armados, capazes de atingir alvos com precisão, exigindo veículos com proteção reforçada ou, em alguns casos, a aposta em máxima mobilidade, abrindo mão de blindagem.
O cenário atual aponta para a obsolescência dos blindados leves, que vêm sendo substituídos por modelos mais pesados ou, em situações específicas, por veículos leves e ágeis como motos e quadriciclos. Ciente dessas mudanças, o Exército Brasileiro avalia a substituição dos M113 por blindados mais modernos e robustos, no âmbito dos projetos VBC Fuz e VBC CC.
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