Mudança na previsão de duração do conflito indica falhas na estratégia de EUA e Israel, avalia analista
Previsão inicial de operação curta é revista, sugerindo dificuldades para aliados ocidentais diante do Irã.
A alteração na previsão sobre a duração do conflito sinaliza que algo não saiu conforme o planejado para Estados Unidos e Israel, segundo análise de especialistas. O embate, que já chega ao quarto dia, envolve de um lado EUA e Israel, e do outro o Irã, com ambos os lados ameaçando ampliar ainda mais as hostilidades.
Em entrevista à Rádio Sputnik Brasil, o pesquisador Jhonatan Mattos destacou o papel potencial da Rússia na busca por soluções para a crise no Oriente Médio. “A Rússia possui autoridade e isso é indiscutível. O Irã é um parceiro estratégico da Rússia”, afirmou.
Inicialmente, a Casa Branca estimava que a operação teria duração de quatro dias. No entanto, o presidente Donald Trump já revisou a projeção, indicando que o conflito pode se estender por quatro a cinco semanas e ressaltando que os EUA estão preparados para um embate ainda mais longo.
O analista geopolítico Raphael Machado também chamou atenção para a mudança no discurso americano. “Essa alteração na previsão de duração do conflito já indica que algo saiu errado”, avaliou. Segundo Machado, o objetivo inicial era realizar um ataque de decapitação contra o Irã, esperando que isso levasse o regime iraniano ao colapso, à rendição ou à busca por negociações, evitando um confronto militar direto. “Ou, quem sabe, isso faria manifestantes hipotéticos tomarem o poder”, concluiu.