Preços do gás na Europa disparam após paralisação de GNL no Catar
Suspensão de produção em Ras Laffan eleva contratos e preocupa sobre oferta global; Europa sente impacto em meio a estoques baixos
Os preços do gás natural na Europa registraram forte alta nesta terça-feira (3), avançando mais de 20%, após a paralisação da maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, localizada no Catar. O episódio abalou os mercados e intensificou as preocupações sobre o fornecimento global da commodity.
O contrato holandês TTF (Title Transfer Facility) para abril saltou 29,5%, alcançando 57,50 euros por megawatt-hora nas negociações iniciais — o maior valor em mais de um ano. A valorização começou na segunda-feira (2), quando a estatal QatarEnergy suspendeu a produção no complexo de Ras Laffan, após um ataque de drone iraniano.
"Essa é a maior ameaça aos mercados mundiais de gás desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022", avaliaram analistas do ANZ.
O Catar é o segundo maior exportador de GNL do planeta, atendendo principalmente clientes na Ásia. No entanto, qualquer interrupção prolongada pode forçar importadores europeus e asiáticos a disputar cargas spot limitadas, pressionando ainda mais os preços em ambas as regiões.
A paralisação ocorre em um contexto já delicado, com o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz — rota estratégica que escoa mais de 20% do fornecimento mundial de GNL.
O momento é especialmente crítico para a Europa, que se aproxima do fim da temporada de aquecimento com estoques abaixo da média histórica. A região terá de acelerar a recomposição dos reservatórios antes do próximo inverno.
Alternativas de suprimento permanecem restritas. Embora os EUA possam elevar suas exportações, especialistas do setor afirmam que volumes adicionais não seriam suficientes para compensar perdas prolongadas da produção catari.
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