REAÇÃO INTERNACIONAL

'Barbárie deve ser combatida', diz Petro ao criticar ataques do Ocidente contra o Irã

Presidente colombiano condena ações dos EUA e Israel e pede união global contra a guerra no Oriente Médio

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 03/03/2026 às 09:05
Gustavo Petro critica ataques dos EUA e Israel ao Irã e pede união global contra a guerra. © AP Photo / Jose Luis Magana

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, condenou os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, classificando-os como ilegais, segundo informações do portal Opera Mundi.

Em sua declaração, Petro convocou a comunidade internacional a formar uma "grande frente global contra a guerra", buscando uma resposta coordenada para conter uma possível escalada do conflito no Oriente Médio, conforme destacou o portal.

"Uma grande frente global contra a guerra é necessária, um pacto pela vida da humanidade. O direito internacional deve ser respeitado. A barbárie deve ser combatida por uma Constituição da Humanidade", afirmou o presidente colombiano.

Petro também direcionou críticas ao governo israelense pela ofensiva conjunta contra cidades de um Irã soberano, ressaltando o ataque a uma escola de meninas no sul do país.

"[Benjamin] Netanyahu lançou um míssil que matou 108 meninas em uma escola primária no Irã", publicou Petro em suas redes sociais.

O episódio refere-se à destruição da escola primária de meninas Shajare Tayebe, no distrito de Minab, província de Hormozgan, atacada em 28 de fevereiro, no início do conflito. Autoridades iranianas responsabilizam os Estados Unidos e Israel pelo ataque.

Segundo fonte iraniana citada pela Sputnik, inicialmente foram realizados funerais para 165 vítimas, mas posteriormente as autoridades atualizaram o número para 171 alunas mortas, além de relatos sobre professores entre as vítimas.

Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, incluindo a capital Teerã, começaram em 28 de fevereiro, resultando em destruição e mortes de civis. O Irã, por sua vez, realiza ataques de retaliação em território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.