SUPERAÇÃO

Cuidado humanizado e alta complexidade marcam recuperação de jovem no HUL-UFS

Internado por meses, com mais de 20 cirurgias e múltiplas transfusões, adolescente se recupera graças a atuação conjunta de equipes médicas, de enfermagem, análises clínicas e Núcleo Interno de Regulação

Por Assessoria Publicado em 03/03/2026 às 10:20
Cuidado humanizado e alta complexidade marcam recuperação de jovem no HUL-UFS

Lagarto (SE) –  Aos 14 anos, Lauan da Rosa teve uma rotina interrompida após sofrer um grave acidente de carro. O adolescente passou cerca de dois meses internado entre a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a enfermaria do Hospital Universitário de Lagarto da Universidade Federal de Sergipe (HUL-UFS), unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Durante o período de internação, ocorreram complicações clínicas graves e necessárias de diversas transfusões de sangue.

"Nesse período entre a UTI e a enfermaria, tive complicações no rim e não na circulação. Cheguei a ter uma parada cardíaca de 12 minutos", relembra Lauan.

Em um dos momentos mais críticos do tratamento, ele chegou a receber aproximadamente 30 bolsas de sangue em um único dia.

Acolhimento durante o tratamento

Além da assistência médica, o período de internação também marcou o início de um vínculo entre o paciente, a família e profissionais do hospital. Foi nesse contexto que Lauan conheceu Luciene da Silva, técnica em Análises Clínicas da Agência Transfusional do hospital.

Com o grande número de transfusões realizadas, o organismo do paciente passou a apresentar evidências imunológicas, o que é acompanhamento mais próximo para garantir a compatibilidade científica. A partir desse momento, a articulação entre o hospital, o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) e a família se tornou fundamental para a continuidade do tratamento.

"Com o tempo, as anticorpos do Lauan passaram a apresentar fatos em razão das múltiplas transfusões. Quando ele precisou fazer a cirurgia, entramos em contato com o médico e solicitamos uma coleta de sangue, que foi enviada ao Hemose. Só depois que as bolsas chegaram é que a cirurgia foi realizada", explica Luciene.

Em 2022, Lauan voltou a ser internado no HUL-UFS para tratar uma osteomielite, infecção grave que atinge o osso e pode comprometer também a medula óssea e as tecidos ao redor. Foram mais três meses de internação, novas cirurgias e outras transfusões.

“Quem me salva é a Luciene”, afirma o paciente. "Ela organiza tudo, avisa se há algum imprevisto e a gente remarca. Sempre tem sangue quando preciso. Sempre tem alguém olhando por mim."

Reconhecimento à equipe

A experiência também marcou a família. Luciana da Rosa, mãe de Lauan, lembra do primeiro contato com o profissional, ainda no corredor do centro cirúrgico, enquanto aguardava as notícias do filho.

"Ela se mudou e disse se eu era mãe do Lauan. Disse que era do banco de sangue e pediu da minha autorização porque ele precisaria de várias bolsas. Eu respondi que, para salvar meu filho, ele poderia levar até um caminhão de sangue", recorda.

Segundo ela, o apoio e a atenção da equipe encontrada ao longo de todo o processo de recuperação. Após mais de 20 cirurgias, Lauan afirma agradecer aos profissionais que participaram de sua trajetória no hospital. Ele destaca o trabalho de enfermeiros, médicos e equipes de apoio que acompanharam seu tratamento, entre eles os médicos Henrique, Rafael Gonçalves, Rafael Rodrigues e Tomas, além da equipe do Núcleo Interno de Regulação (NIR).

"Fiz muitas amizades com enfermeiras e com os doutores. Também agradeço ao pessoal do NIR, especialmente à Larissa, que sempre ajudou com informações sobre meu estado", relata.