IMPACTO INTERNACIONAL

Conflito no Oriente Médio pode pressionar setores-chave da economia brasileira

Ações militares entre EUA, Israel e Irã elevam incertezas sobre preços, inflação e contas públicas no Brasil

Publicado em 03/03/2026 às 10:21
Conflito no Oriente Médio eleva incertezas sobre preços e setores estratégicos da economia brasileira. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã acendeu o alerta sobre os possíveis impactos na economia brasileira.

O principal temor recai sobre o risco de um choque de oferta de energia, caso haja intermediário no tráfego pelo estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do escoamento global de petróleo e gás natural —, conforme aponta o portal InfoMoney.

Segundo a publicação, esse cenário pode pressionar os preços internos e sustentar a inflação em patamar elevado, justamente quando o Banco Central avalia a possibilidade de iniciar um ciclo de redução de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 17 e 18 de março.

Nesse contexto, a reportagem destaca os setores brasileiros mais suscetíveis aos efeitos da crise no Oriente Médio:

Combustíveis: O fechamento do Estreito de Ormuz tende a elevar os preços do petróleo, encarecendo compromissos e outros produtos.

Transporte e logística: O aumento do custo do diesel impacta diretamente o valor do frete e a distribuição de mercadorias em todo o país.

Sistema financeiro e de crédito: A instabilidade pode levar o Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa, acelerando o ritmo ou a magnitude dos cortes na taxa de juros.

Mercado de ativos: O fortalecimento do dólar e a alta do petróleo podem gerar volatilidade e risco de desvalorização dos ativos brasileiros.

Em contrapartida, a valorização do petróleo pode beneficiar as contas públicas. Cada elevação de US$ 10 no barril do Brent pode acrescentar cerca de R$ 10,7 bilhões em receitas fiscais líquidas ao Brasil, provenientes de royalties e dividendos da Petrobras.

Por Sputinik Brasil