Conflito no Oriente Médio pode pressionar setores-chave da economia brasileira
Ações militares entre EUA, Israel e Irã elevam incertezas sobre preços, inflação e contas públicas no Brasil
O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã acendeu o alerta sobre os possíveis impactos na economia brasileira.
O principal temor recai sobre o risco de um choque de oferta de energia, caso haja intermediário no tráfego pelo estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do escoamento global de petróleo e gás natural —, conforme aponta o portal InfoMoney.
Segundo a publicação, esse cenário pode pressionar os preços internos e sustentar a inflação em patamar elevado, justamente quando o Banco Central avalia a possibilidade de iniciar um ciclo de redução de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 17 e 18 de março.
Nesse contexto, a reportagem destaca os setores brasileiros mais suscetíveis aos efeitos da crise no Oriente Médio:
Combustíveis: O fechamento do Estreito de Ormuz tende a elevar os preços do petróleo, encarecendo compromissos e outros produtos.
Transporte e logística: O aumento do custo do diesel impacta diretamente o valor do frete e a distribuição de mercadorias em todo o país.
Sistema financeiro e de crédito: A instabilidade pode levar o Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa, acelerando o ritmo ou a magnitude dos cortes na taxa de juros.
Mercado de ativos: O fortalecimento do dólar e a alta do petróleo podem gerar volatilidade e risco de desvalorização dos ativos brasileiros.
Em contrapartida, a valorização do petróleo pode beneficiar as contas públicas. Cada elevação de US$ 10 no barril do Brent pode acrescentar cerca de R$ 10,7 bilhões em receitas fiscais líquidas ao Brasil, provenientes de royalties e dividendos da Petrobras.
Por Sputinik Brasil