OPERAÇÃO POLICIAL

PF mira quadrilha de 'furto de Bitcoin' que desviou US$ 2,6 milhões de corretora dos EUA

Ação cumpre mandados em Imperatriz (MA) contra grupo suspeito de fraudes eletrônicas e lavagem internacional de dinheiro

Publicado em 03/03/2026 às 12:03
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (3) a Operação Decrypted II, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas envolvendo carteiras de criptoativos e lavagem de dinheiro transnacional. As ações ocorrem na cidade de Imperatriz, a 635 km de São Luís, capital do Maranhão, onde são cumpridos um mandado de prisão preventiva, um de busca e apreensão, além de medida de sequestro de bens dos investigados.

As investigações começaram a partir de informações repassadas pela El Dorado Task Force (EDTF), força-tarefa liderada pela Homeland Security Investigations – divisão de investigações do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

Com sede em Nova York, a EDTF é especializada no combate a organizações transnacionais de lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Desde sua criação, em 1992, a unidade atua em parceria com o setor privado para desarticular redes criminosas internacionais.

Após um ano de apurações no Brasil, a Polícia Federal identificou pessoas envolvidas no furto eletrônico de aproximadamente US$ 2,6 milhões (R$ 13,48 milhões) em criptoativos, subtraídos de carteiras mantidas em uma exchange sediada nos Estados Unidos.

Segundo a Polícia Federal, parte dos investigados está localizada no Maranhão. Também foi identificada movimentação financeira incompatível com a capacidade econômica dos principais suspeitos, que receberam valores elevados de provedoras de serviços de ativos virtuais sem justificativa comercial aparente.

“As medidas ostensivas decorrem da prática de transferências dissimuladas de altos valores em criptoativos, mesmo após o cumprimento de mandados de busca na primeira fase da investigação, o que evidencia a continuidade delitiva por parte de um dos investigados”, informou a Polícia Federal.