China desenvolve submarinos capazes de alcançar território dos EUA, alerta Marinha americana
Novos submarinos chineses podem atingir grande parte dos Estados Unidos sem sair de águas próximas à China, segundo oficiais americanos.
A Marinha dos Estados Unidos alerta que a China está construindo submarinos avançados capazes de cobrir a maior parte do território norte-americano, mesmo operando em águas próximas à sua própria costa. A informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal, com base em declarações de comandantes da Marinha dos EUA.
Segundo a publicação, o avanço chinês na frota de submarinos, incluindo o desenvolvimento de embarcações equipadas com mísseis balísticos de maior alcance e precisão, permitirá que Pequim projete seu poder a distâncias maiores, fortalecendo sua capacidade de afirmar interesses estratégicos longe do litoral.
O vice-almirante Richard Seif, comandante das forças submarinas da Marinha dos EUA, afirmou: "O potencial crescente de Pequim no campo da guerra submarina representa um sério desafio, incluindo a criação de formidáveis submarinos de próxima geração equipados com tecnologias avançadas que desafiam o domínio de longa data da Marinha dos EUA no mundo subaquático".
O contra-almirante Mike Brooks, diretor do departamento de inteligência da Marinha dos EUA, acrescentou que a China provavelmente conseguirá criar submarinos com mísseis balísticos mais resistentes e numerosos, capazes de operar próximos à costa chinesa e, ainda assim, manter uma ameaça significativa aos Estados Unidos.
"Um dos submarinos de próxima geração da China é o Tipo 096, que deve transportar mísseis balísticos capazes de atingir grandes partes dos Estados Unidos a partir de águas protegidas", detalhou Brooks.
Estimativas do Pentágono indicam que, até 2035, a frota submarina chinesa deverá contar com 80 navios, sendo metade deles movidos por propulsão nuclear.
Além disso, os militares norte-americanos avaliam que a China está investindo em sensores submarinos, cabos submersos e sistemas não tripulados, tecnologias que ampliam a consciência situacional e podem criar vulnerabilidades para os Estados Unidos e seus aliados em eventuais crises ou conflitos.
Atualmente, a China possui a maior frota marítima do mundo em número de navios, e essa vantagem numérica tende a aumentar, segundo a reportagem.
Por Sputnik Brasil