EXPLOSÃO NA CAPITAL PAULISTA

Prefeitura de São Paulo aciona Cetesb para investigar explosão na Rua da Consolação

Análise técnica busca identificar origem de gás que causou cratera e interditou via; concessionárias descartam danos em redes próprias

Publicado em 03/03/2026 às 13:04
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Prefeitura de São Paulo acionou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) nesta terça-feira, 3, para apurar as causas da explosão que abriu uma cratera na Rua da Consolação, na altura do número 2.104, na noite de domingo, 1º. Técnicos da Cetesb estão no local realizando inspeção.

Em nota, a Prefeitura informou que promove, neste momento, uma inspeção técnica na Rua da Consolação, com apoio das equipes de emergências químicas e de avaliação de impacto ambiental.

O trânsito na via foi liberado na manhã desta terça-feira, por volta das 6h20, após bloqueio iniciado na noite de domingo, conforme a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Segundo a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), a galeria danificada faz parte da rede subterrânea de energia, não havendo danos a galerias pluviais municipais. A Sabesp confirmou que não há rede de esgoto no local. O pavimento do trecho já foi reparado pela administração municipal.

Entenda o que aconteceu

O incidente, registrado no fim de semana, abriu uma cratera na via no sentido da Avenida Paulista. O buraco interditou parte da rua, obrigando motoristas a desviar e afetando a circulação de mais de 20 linhas de ônibus municipais.

O Corpo de Bombeiros foi acionado. Testemunhas relataram odor forte de borracha queimada e fumaça preta saindo do asfalto antes da explosão. Enel, Comgás e CET também foram chamadas para o local.

Na segunda-feira, 2, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) atribuiu a responsabilidade à Enel Distribuição São Paulo, concessionária de energia da região.

A Enel, por sua vez, afirmou que "não houve dano nenhum na rede elétrica" e que os cabos subterrâneos presentes no local não teriam capacidade de causar uma explosão dessa magnitude. A empresa destacou ainda que os cabos permanecem intactos.

"As equipes da distribuidora atuaram prontamente e seguem no local para apoiar a recuperação da estrutura de alvenaria danificada pelo incidente", informou a Enel em nota.

Nesta terça-feira, a empresa acrescentou que a explosão foi causada pelo acúmulo de gases inflamáveis em uma galeria subterrânea, mas a origem desses gases ainda não foi identificada.

Já a Comgás constatou que não houve vazamento na rede de gás natural, conforme informou a SMSUB.

Sem uma conclusão sobre a origem do gás pelas concessionárias, a SMSUB acionou a Cetesb para realizar análise detalhada do solo.