China pede fim de operações militares no Oriente Médio e critica ataques de EUA e Israel no Irã
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês reforça defesa do diálogo e condena ações unilaterais na região
A China solícita, nesta terça-feira (3), a suspensão imediata das operações militares no Oriente Médio e defendeu o retorno ao diálogo e à negociação o quanto antes. A posição foi apresentada pela diretora do Departamento de Informação e porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Chinês, Mao Ning, durante coletiva de imprensa.
Mao Ning ressaltou a importância de uma postura conjunta contra ações unilaterais e classificou como "inaceitáveis" os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, especialmente no meio das negociações em curso entre os países envolvidos.
“Essas ações violam o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais”, afirmou. Segundo a porta-voz, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, tem se articulado a posição de Pequim e atuado pela paz em conversas recentes com representantes da Rússia, Irã, França e Omã.
Mao destacou ainda o apoio da China ao Irã na defesa de sua soberania, segurança, integridade territorial e dignidade nacional, além da proteção de seus direitos e interesses legítimos.
“As grandes potências não devem usar suas vantagens militares para atacar arbitrariamente outros países, e o mundo não deve retroceder à lei da selva”, enfatizou Mao Ning. Ela defendeu que qualquer violação do direito internacional deve ser combatida pela comunidade internacional. “A China continuará a desempenhar um papel construtivo, defender firmemente a justiça em plataformas como o Conselho de Segurança da ONU e trabalhar pela paz e pelo fim do conflito”, concluiu.