TENSÃO NO MEDITERRÂNEO

Starmer envia navio de guerra ao Mediterrâneo após ataques do Irã no Chipre e críticas de Trump

Reino Unido reforça presença militar em Chipre após ataque com drone iraniano; Trump critica postura britânica diante dos EUA.

Publicado em 03/03/2026 às 14:26
O primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer Scott Heppell/PA via AP

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou nesta terça-feira, 3, o envio de um navio de guerra e helicópteros para Chipre , após um ataque com drone atingir uma base militar britânica na ilha localizada no Mediterrâneo Oriental.

Starmer comunicou ao presidente do Chipre que o Reino Unido enviará helicópteros com capacidade antidrone e o caçador de defesa aérea HMS Dragon para reforçar a segurança na região.

O anúncio foi feito após um drone de fabricação iraniana atingir a base da RAF Akrotiri no fim da semana, causando apenas danos leves e sem prejuízo.

Nesta terça-feira, as autoridades cipriotas informaram que a França também irá reforçar as defesas da ilha, enviando um navio de guerra, além de sistemas adicionais de defesa antidrone e antimísseis terrestres, com chegada prevista para "o mais rápido possível".

Na segunda-feira, 2, o presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, confirmou que o ataque à base militar britânica foi realizado por um drone iraniano.

Críticas de Trump a Starmer

Também nesta terça, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a demora de Keir Starmer em autorizar o uso de bases militares britânicas para operações americanas.

Trump afirmou que Starmer "não tem cooperado" e declarou: "Deveria ter ajudado. Nunca esperei isso do Reino Unido".

Segundo Trump, a tradicional relação privilegiada entre Reino Unido e Estados Unidos “não é mais como antes”, conforme declarado ao jornal britânico The Sun. Ele destacou que agora os EUA mantêm relações muito fortes com outros países europeus, elogiando especialmente França, Alemanha e a Otan.

Ao pronunciar-se na segunda-feira, o primeiro-ministro britânico reafirmou que o Reino Unido não participará em ataques ofensivos no momento.

(Com agências internacionais)