Eleições: 'Seremos contraponto a tudo isso que está aí', afirma Eduardo Paes
Prefeito do Rio negocia alianças com Republicanos e MDB, destaca formação de chapa para governo estadual e comenta ações de segurança e combate a fraudes.
Prefeito aceitou negociação com os Republicanos, partido do ex-prefeito Marcelo Crivella. Na semana passada, Paes anunciou Jane Reis, irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, como candidata a vice.
Com um vice do MDB, partido de forte influência na Baixada Fluminense, e buscando o apoio dos Republicanos, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta terça-feira (3) que a chapa que disputará o governo do Estado nas próximas eleições será um "contraponto a tudo isso que está aí".
Além de oficializar Jane Reis como vice e contar com o apoio do PT, Paes também negocia com os Republicanos. A proposta prevê que o partido de Marcelo Crivella apoie Paes ao governo estadual e, em troca, indique um nome para concorrer ao Senado na chapa.
“Buscaremos construir uma aliança que possa, de fato, transformar o Estado do Rio de Janeiro. Nós seremos contraponto a tudo isso que está aí hoje. Eu acho que ninguém tem dúvida disso”, declarou Paes.
Durante homenagem ao almoço do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), realizado em Copacabana, Zona Sul do Rio, Paes confirmou que a Força Municipal, grupo armado da Guarda do Rio, deverá estar apta a atuar nas ruas já a partir da próxima semana. O prefeito anunciou que irá assinar, nesta quinta-feira (5), com a Polícia Federal, o Termo de Adesão e Compromisso (TAD), documento que autoriza a porta de armas de fogo para os agentes da Força Municipal.
"Quinta-feira a gente assina com a Polícia Federal a questão do armamento da Guarda Municipal. No domingo, teremos uma formação de 600 guardas treinados da Força Municipal, que estarão prontos para atuar nas ruas. Na semana que vem, vamos convocar uma entrevista para explicar, mas a Força Municipal deve ir às ruas", afirmou Eduardo Paes.
O pré-candidato ao governo do Estado também comentou sobre a operação da Polícia Federal que investiga fraudes no cartão Jaé, sistema de bilhetagem eletrônica dos transportes municipais do Rio. Segundo Paes, crimes dessa natureza impactam diretamente as finanças públicas. “Essas fraudes, obviamente, atingem o erário, porque a prefeitura subsidia, e nós temos todas as informações muito abertas. Portanto, toda fraude identificada é importante que a polícia atue”, ressaltou.
De acordo com as investigações, os golpistas utilizaram ferramentas de inteligência artificial para criar rostos fictícios e abrir cadastros de gratuidade falsos na plataforma. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 64 mil, segundo a Polícia Federal.
Por Sputnik Brasil