INOVAÇÃO NO PRÉ-SAL

Petrobras e parceiros investem R$ 151 milhões no projeto Libra Rocks

Iniciativa busca desenvolver tecnologias inovadoras e ampliar a eficiência da produção no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

Publicado em 03/03/2026 às 17:19
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Petrobras e seus parceiros no consórcio de Libra — Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC, CNOOC e PPSA — vão investir R$ 151 milhões no projeto Libra Rocks, uma iniciativa voltada a impulsionar a produção no campo de Mero, terceiro maior ativo da estatal no pré-sal da Bacia de Santos, localizado no bloco de Libra. O anúncio foi feito nesta terça-feira (XX/XX) pela Petrobras. O objetivo central é desenvolver tecnologias inovadoras e criar modelos geológicos conceituais para o campo.

“O Libra Rocks tem potencial para reduzir incertezas na curva de produção, aumentar a eficiência no gerenciamento de reservatórios, otimizar a locação de novos poços e aprimorar o conhecimento sobre o timing de entrada do CO2 e carga de óleo no reservatório”, afirma Bruno Moczydlower, gerente executivo de Libra.

O acordo conta com a participação da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), que receberão equipamentos de ponta para mapear detalhadamente as rochas carbonáticas formadas há mais de 120 milhões de anos. Segundo Moczydlower, a expectativa é aumentar o fator de recuperação e tornar o gerenciamento dos reservatórios mais eficiente.

Entre as principais inovações está o uso de inteligência artificial para criar algoritmos capazes de automatizar o processamento de dados geológicos, gerando modelos conceituais detalhados das rochas. O projeto inclui ainda a "Rocha Digital", técnica que permite a produção de réplicas 3D em altíssima resolução, ampliando a caracterização dos poros e da permeabilidade das formações.

O campo de Mero está localizado a até 6 mil metros de profundidade, sob lâminas d’água que chegam a 2 mil metros. O ambiente apresenta alta salinidade, elevado teor de CO2 e reservatórios porosos, exigindo soluções tecnológicas avançadas e personalizadas.

De acordo com a Petrobras, os resultados do Libra Rocks poderão ser aplicados em outros campos do pré-sal das bacias de Santos e Campos, fortalecendo a posição do Brasil como polo de inovação no setor de óleo e gás.

O projeto é financiado pela cláusula de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mobilizando mais de 150 pesquisadores e oferecendo cerca de 90 bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Ao integrar geociências e inteligência artificial, a iniciativa reforça a política da Petrobras de investir em pesquisa e formação de mão de obra qualificada, mantendo o país na vanguarda da exploração offshore.