CRISE NO ORIENTE MÉDIO

Iraque discute medidas para apoiar setor petrolífero e nega impactos de Ormuz em refinarias

Governo aprova ações emergenciais para garantir exportações e abastecimento, apesar de tensões no Estreito de Ormuz.

Publicado em 03/03/2026 às 17:10
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Ministério do Petróleo do Iraque realizou uma reunião ampliada para discutir estratégias de mitigação diante dos impactos do conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, conforme comunicado divulgado nesta terça-feira, 03.

Segundo a nota, caberá ao ministério administrar a crise esperada nas exportações de petróleo bruto e derivados, em razão do fechamento do Estreito de Ormuz.

Como resposta, o governo iraquiano aprovou a retomada das cotas de combustível para a indústria local por dois meses úteis, ou até que alternativas viáveis ​​sejam rompidas. Também foram anunciadas iniciativas de investimento do Banco Central do país para apoiar fábricas que operam com gás liquefeito.

Em relação ao gás natural, o governo decidiu estender por um ano, até janeiro de 2027, o prazo de fechamento financeiro do projeto Bin Omar, devido a atrasos na alocação de terrenos e para garantir a segurança do processo.

O Ministério do Petróleo será responsável por garantir o fornecimento adequado de combustível aos órgãos governamentais, enquanto o Ministério das Finanças assumirá o pagamento direto das dívidas referentes às informações fornecidas.

De acordo com a Reuters, o ministério negou que a redução na produção de petróleo bruto impactará as operações das refinarias. Mais cedo, os veículos internacionais forneceram instruções, com base em fontes, de que o Iraque poderia ser obrigado a cortar a produção devido à dificuldade de escoar estoques, agravada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.