Iraque discute medidas para apoiar setor petrolífero e nega impactos de Ormuz em refinarias
Governo aprova ações emergenciais para garantir exportações e abastecimento, apesar de tensões no Estreito de Ormuz.
O Ministério do Petróleo do Iraque realizou uma reunião ampliada para discutir estratégias de mitigação diante dos impactos do conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, conforme comunicado divulgado nesta terça-feira, 03.
Segundo a nota, caberá ao ministério administrar a crise esperada nas exportações de petróleo bruto e derivados, em razão do fechamento do Estreito de Ormuz.
Como resposta, o governo iraquiano aprovou a retomada das cotas de combustível para a indústria local por dois meses úteis, ou até que alternativas viáveis sejam rompidas. Também foram anunciadas iniciativas de investimento do Banco Central do país para apoiar fábricas que operam com gás liquefeito.
Em relação ao gás natural, o governo decidiu estender por um ano, até janeiro de 2027, o prazo de fechamento financeiro do projeto Bin Omar, devido a atrasos na alocação de terrenos e para garantir a segurança do processo.
O Ministério do Petróleo será responsável por garantir o fornecimento adequado de combustível aos órgãos governamentais, enquanto o Ministério das Finanças assumirá o pagamento direto das dívidas referentes às informações fornecidas.
De acordo com a Reuters, o ministério negou que a redução na produção de petróleo bruto impactará as operações das refinarias. Mais cedo, os veículos internacionais forneceram instruções, com base em fontes, de que o Iraque poderia ser obrigado a cortar a produção devido à dificuldade de escoar estoques, agravada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.