ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Governo do Rio exonera subsecretário após filho ser suspeito em caso de estupro coletivo

José Carlos Costa Simonin foi afastado do cargo após seu filho ser apontado como suspeito do crime em Copacabana. Secretaria reforça compromisso com a dignidade feminina.

Publicado em 03/03/2026 às 18:04
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta terça-feira (3) a exoneração de José Carlos Costa Simonin, subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Simonin é pai de Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, um dos suspeitos de envolvimento no estupro coletivo de um adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, zona sul do Rio.

A reportagem segue tentando contato com o ex-subsecretário e com a defesa de seu filho.

De acordo com a pasta, a exoneração será formalizada ainda hoje. Em nota, a secretaria afirmou que a decisão é administrativa, com o objetivo de preservar a integridade institucional e garantir a condução responsável do caso. "As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes. A pasta reafirma seu compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida", diz o comunicado.

Vitor Simonin teve prisão decretada, mas permanece foragido. Nesta terça, a Polícia Civil prendeu outros dois suspeitos: Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos. Além de Simonin, Felipe dos Santos Alegretti, de 18 anos, também teve prisão decretada e está sendo procurado. O adolescente de 17 anos que levou uma vítima ao local ainda não foi apresentado à polícia.

Em nota publicada no Instagram, a secretária Rosangela Gomes declarou ter tomado conhecimento das “graves denúncias” e reforçou que sua gestão é pautada pela defesa dos direitos das mulheres e pelo combate à violência. “Jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossos jovens”, afirmou.

A Secretaria da Mulher informou que está prestando apoio jurídico e psicológico à vítima e à família.

Os quatro adultos responderam por estupro; o menor responderá por ato infracional analógico ao mesmo crime.

Como

O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro. Segundo a investigação, um adolescente de 17 anos chamou um colega de escola para um apartamento em Copacabana, pedindo que ela levasse uma amiga, mas ela ficasse sozinha. No elevador, ele avisou que outros amigos estariam no local, mas o jovem decidiu qualquer relação com eles. No apartamento, foi levada ao quarto pelo rapaz e, durante a relação sexual, os outros quatro entraram. Ela pediu para não ser tocada, mas foi violentada pelo grupo.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou “com veemência” a ocorrência de estupro e emboscada, alegando que ele não possui histórico de violência e ainda não foi ouvido para se defensor. A reportagem busca contato com as defesas dos demais suspeitos.