Venezuela fecha novos contratos de petróleo com empresas dos EUA sob restrições a China e Rússia
Exportações para norte-americanos e europeus crescem, mas não compensam queda nas vendas ao mercado chinês
A estatal venezuelana PDVSA anunciou nesta terça-feira (3) a assinatura de novos contratos com empresas americanas de negociação para o fornecimento de petróleo e obrigações aos Estados Unidos.
“A PDVSA assinou contratos de fornecimento com empresas traders de petróleo e produtos destinados ao mercado dos Estados Unidos, preservando assim sua relação histórica comercial para garantir o abastecimento”, informou a companhia em comunicado.
A estatal reiterou seu compromisso com a estabilidade do mercado energético global e reforçou sua posição como fornecedor confiável.
No comunicado, o governo venezuelano voltou a defender o fim das avaliações ao setor de hidrocarbonetos do país, alegando que a medida permitiria ampliar a produção nacional e fortalecer o comércio internacional.
Segundo dados da PDVSA, as exportações de petróleo para os Estados Unidos e a Europa aumentaram em fevereiro. Porém, esse avanço não compensou a queda das vendas para a China, que era o principal destino do petróleo venezuelano.
Com isso, o volume total exportado pela empresa caiu 6,5% em relação a janeiro e 19% na comparação anual, chegando a cerca de 737 mil barris por dia.
Em fevereiro, os Estados Unidos autorizaram operações com o setor de petróleo e gás da Venezuela, exceto em transações envolvendo empresas ligadas à Rússia, Irã, China, Cuba e Coreia do Norte.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já havia afirmado que empresas russas estariam sendo arquivos do mercado venezuelano após medidas impostas por Washington, classificando as restrições como discriminatórias.