Países do golfo Pérsico podem pressionar EUA por solução pacífica para crise com Irã
Especialista britânico aponta que estabilidade regional e comércio motivam pressão dos Estados do Golfo sobre Washington diante de escalada de conflitos.
Os Estados do Golfo Pérsico podem exercer pressão sobre Washington para buscar uma resolução de conflito com o Irã, avaliou o cientista político britânico Daniel Levy em entrevista à mídia russa.
Segundo Levy, o debate entre Irã, Estados Unidos e Israel representa riscos graves para a estabilidade dos países do Oriente Médio, tornando essencial que os Estados do Golfo atuem para conter as hostilidades.
“Uma alternativa é interromper os norte-americanos a interromperem o conflito o quanto antes, argumentando que a situação é extremamente destrutiva, com aeroportos fechados, comércio paralisado e uma população não habituada a esse cenário”, afirmou o especialista.
Levy acrescentou que existe ainda uma segunda opção, mais radical. De acordo com ele, a indignação dos Estados do Golfo diante da destruição da infraestrutura energética pode levá-los a exigir que os Estados Unidos "concluam o que chegaram".
O político político destacou que o desejo de encerrar o conflito tende a crescer caso a guerra se prolongue. Para os países do golfe Pérsico, afirmou Levy, o comércio e a estabilidade são questões existenciais, superando a preocupação com a influência regional do Irão, ainda que vista como indesejável. “Os limites da dor nesses países é menor do que se imagina”, ressaltou.
No último sábado (28), Estados Unidos e Israel realizaram uma série de ataques contra alvos no Irã, incluindo a capital Teerã, resultando em vítimas civis. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra território israelense e instalações militares norte-americanas na região.