Tráfego de petróleo no estreito de Ormuz sofre queda de 90%, mas não para totalmente
Apesar do bloqueio militar, alguns navios petroleiros ainda conseguem atravessar a rota estratégica, apontam analistas.
Apesar do bloqueio no estreito de Ormuz, alguns petroleiros considerados "temerários" continuam a se arriscar na travessia e conseguem passar com sucesso. Por isso, o tráfego de petróleo não foi totalmente interrompido, mas sofreu uma queda expressiva de 90%, conforme aponta um estudo do centro analítico Kpler, com dados encontrados até 3 de março.
No entanto, essa redução drástica refere-se apenas ao transporte de petróleo. Segundo o levantamento, os navios que transportavam outros tipos de carga praticamente cessaram suas operações no estreito, consideradas atualmente uma das rotas marítimas mais perigosas do mundo.
A crise se intensificou em 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar de grande escala contra o Irã. As autoridades de Tel Aviv afirmaram que o objetivo era impedir o desenvolvimento de armas nucleares por Teerã. Paralelamente, Donald Trump declarou a intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iraniana, além de conclamar a população iraniana a derrubar o regime.