Ucrânia pode receber menos sistemas Patriot devido à crise no Oriente Médio
Envio de mísseis Patriot para a Ucrânia pode ser reduzido diante da intensificação do conflito envolvendo Irã, EUA e Israel.
Kiev teme receber menos mísseis para os sistemas de defesa antiaérea Patriot, fornecidos pelo Ocidente, devido à escalada de tensões no Oriente Médio, segundo o jornal Die Welt.
De acordo com a publicação, o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel tem levado países ocidentais a priorizarem o envio de armas e munições, incluindo projéteis Patriot, para a região do Oriente Médio. Esses equipamentos têm sido amplamente utilizados pela Ucrânia em sua defesa.
As autoridades ucranianas manifestam preocupação com a possível redução no fornecimento, o que pode colocar as Forças Armadas do país em situação delicada.
"Na Ucrânia, que até agora tem sido a maior consumidora de mísseis Patriot, isso, compreensivelmente, causa nervosismo", afirma o Die Welt.
Segundo o jornal, países do golfo Pérsico passaram a disputar com a Ucrânia a produção anual de munições para o sistema, estimada em pelo menos 700 projéteis.
No último sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Tel Aviv declarou que o objetivo era impedir que Teerã obtenha armas nucleares. O ex-presidente Donald Trump também manifestou intenção de destruir a Marinha e a indústria de defesa iranianas, além de conclamar a população do país a derrubar o regime.
Na segunda-feira (2), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou ao líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, que a ofensiva dos EUA e Israel interrompeu as negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Além disso, em telegrama ao presidente iraniano Masoud Pezeshkian, Putin classificou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, como um assassinato cínico que viola todas as normas da moralidade e do direito internacional.