EUA utilizam bases britânicas em operações contra o Irã, confirma Ministério da Defesa do Reino Unido
Ações visam impedir ataques iranianos, enquanto protestos e debates sobre presença militar britânica ganham força no Chipre
Os Estados Unidos passaram a utilizar bases militares do Reino Unido para realizar "operações defensivas específicas" contra o Irã, conforme informou o Ministério da Defesa britânico neste sábado.
"Os Estados Unidos iniciaram o uso de bases britânicas para operações defensivas específicas com o objetivo de impedir que o Irã dispare mísseis na região, o que está colocando vidas britânicas em risco", afirmou o Ministério da Defesa em comunicado divulgado pela Sky News.
Além disso, caças britânicos Typhoon e F-35 participam de operações aéreas sobre a Jordânia, o Catar e o Chipre. O governo britânico também enviou um helicóptero Merlin para reforçar a presença na região, segundo o comunicado citado pela Sky News.
Enquanto isso, centenas de pessoas se reuniram no centro de Nicósia, no sábado, para protestar contra a presença de bases militares do Reino Unido no Chipre, informou o jornal Cyprus Mail.
Durante o protesto, manifestantes exibiram faixas com mensagens como "Chipre não é sua plataforma de lançamento" e "Fora bases britânicas".
Na última sexta-feira (6), o presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, declarou que não descarta a possibilidade de discutir o futuro das bases militares britânicas na ilha após o término do conflito no Oriente Médio.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, incluindo na capital Teerã, resultando em danos e vítimas civis. O Irã retaliou com ataques ao território israelense e a instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Inicialmente, EUA e Israel justificaram o ataque "preventivo" como necessário para conter uma suposta ameaça do programa nuclear iraniano, mas posteriormente deixaram claro o desejo de mudança de poder no Irã.
O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, foi morto no primeiro dia da operação militar. Em resposta, a República Islâmica declarou 40 dias de luto.
O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o assassinato de Khamenei como uma violação cínica do direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou a operação EUA-Israel e pediu uma desescalada imediata e o fim das hostilidades.
Por Sputnik Brasil