Petróleo ultrapassa US$ 100 com tensão no Oriente Médio; EUA negam risco de escassez
Conflito na região eleva preço do barril, mas governo americano garante reservas suficientes e descarta crise de oferta global.
Os contratos internacionais de petróleo superaram a marca de US$ 100 (R$ 526) por barril neste fim de semana, impulsionados pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio. Em Nova York, o barril do West Texas Intermediate (WTI) para entrega em abril atingiu US$ 111,24 (R$ 584), um salto de 22,4% em relação ao fechamento de sexta-feira (6).
O avanço nos preços ocorre após relatos de que Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos reduziram a produção devido à falta de capacidade de armazenamento. Além disso, o tráfego marítimo pelo estratégico Estreito de Ormuz enfrentou paralisações provocadas pela escalada militar na região. Qualquer interrupção nessa rota é essencial para o escoamento global de petróleo amplia a volatilidade nos mercados internacionais.
Apesar da disparada, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que Washington não prevê escassez global de petróleo em função do conflito envolvendo o Irã.
Segundo Wright, o mundo possui amplas reservas e "não há absolutamente nenhuma escassez de energia". O secretário também ressaltou que os EUA estão permitindo que a Índia mantenha a compra de petróleo russo, a fim de garantir o funcionamento das refinarias do Sul da Ásia diante dos desafios logísticos no Golfo Pérsico.
Wright acrescentou que o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz pode ser retomado em breve, embora a normalização completa deva levar algumas semanas. Enquanto isso, os mercados seguem atentos à instabilidade geopolítica, com investidores monitorando novos desdobramentos militares e possíveis impactos sobre a oferta global de energia.