Bolsas asiáticas despencam com alta do petróleo e tensão no Oriente Médio
Mercados de Tóquio, Seul e outras praças asiáticas registram fortes quedas após disparada do petróleo impulsionada por conflitos na região
Por Sergio Caldas
As bolsas da Ásia fecharam em forte baixa nesta segunda-feira (9), com destaque para as quedas expressivas em Tóquio e Seul, após o preço do petróleo se aproximar de US$ 120 o barril. O movimento foi impulsionado pela intensificação da guerra no Oriente Médio, que aumentou a preocupação sobre o fornecimento de energia para as economias asiáticas, fortemente dependentes da importação de petróleo e gás.
O salto nos preços do petróleo ocorreu após grandes produtores do Golfo reduzirem a produção da commodity, em meio ao fechamento fechado do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
No fim de semana, os conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e outros países da região apoiaram sem trégua, agravando o cenário de incerteza nos mercados.
O índice japonês Nikkei subiu o preço com queda de 5,2% em Tóquio, para 52.728,72 pontos. Em Seul, o sul-coreano Kospi recuou ainda mais, com baixa de 5,96%, fechando a 5.251,87 pontos. O Taiex, em Taiwan, caiu 4,43%, para 32.110,42 pontos, enquanto o Hang Seng registrou retração de 1,35% em Hong Kong, para 25.408,46 pontos.
Na China continental, as perdas foram mais contidas após dados de inflação acima do esperado aliviarem preocupações deflacionárias: o índice Xangai Composto recuperou 0,67%, a 4.096,60 pontos, e o Shenzhen Composto, de menor abrangência, também caiu 0,67%, a 2.680,54 pontos.
A inflação ao consumidor (IPC) da China acelerou para 1,3% em fevereiro, ante 0,2% em janeiro, superando a previsão de alta de 0,9%. O avanço foi impulsionado pelo feriado do Ano Novo Lunar.
Na Oceania, a bolsa australiana também sentiu os efeitos das pesadas geopolíticas, com o S&P/ASX 200 caindo 2,85% em Sydney, a 8.599,00 pontos.
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