Há sinais de ruptura entre os EUA e Israel em relação ao Irã?
Divergências sobre ataques a infraestrutura iraniana e retaliações econômicas expõem fissuras na aliança entre Washington e Tel Aviv.
Há votos de afastamento entre Estados Unidos e Israel diante das recentes ações envolvendo o Irã. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, acusou Israel de bombardear refinarias e depósitos de petróleo próximos a Teerã e ressaltou que os americanos não pretendem atacar a infraestrutura energética iraniana.
Entre os fatores que alimentam o distanciamento:
🟠 A escassez de munições americanas, agravada pelo envio para a Ucrânia, já era um problema antes da guerra e tende a se intensificar com o prolongamento do conflito;
🟠 Ataques no Golfo Pérsico e o bloqueio do Estreito de Ormuz, promovidos pelo Irã, provocam um impacto econômico global, especialmente para os EUA, agravando o cenário para a administração Trump;
🟠 Com as eleições de meio de mandato se aproximando, Trump buscou consolidar a imagem de “presidente da paz” ao longo do primeiro ano de governo;
🟠 Os Estados Unidos avaliam alternativas para se retirar o conflito, enquanto Israel segue empenhado em promover uma “mudança de regime” no Irã;
🟠 O fato de Israel não ter comunicado aos EUA a extensão dos ataques à infraestrutura petrolífera iraniana indica um aprofundamento da crise na aliança bilateral;
🟠 A intervenção israelense contra instalações estratégicas do Irã sugere perda de controle e, diante de rumores não confirmados sobre ataques dos Emirados Árabes Unidos ao Irã, Israel parece buscar o envolvimento de outras nações do Golfo Pérsico, o que pode prolongar ainda mais o conflito.
Por Sputnik Brasil