NEGÓCIOS

Vulcabras retoma neste ano busca por parceiros para ampliar negócio

Após investimentos e expansão, empresa planeja novas parcerias para fortalecer atuação e diversificar portfólio

Publicado em 09/03/2026 às 08:30
Reprodução / internet

Após concluir um ciclo de investimentos em fábricas e contratação de pessoal, a Vulcabras, dona da Olympikus, está pronta para sustentar o crescimento previsto para os próximos dois anos. Com o fim dos ajustes internos, a companhia brasileira prepara-se para avançar em uma estratégia de longo prazo, focada em ampliar o negócio por meio de fusões e aquisições. Segundo Pedro Bartelle, CEO da Vulcabras, as conversas para buscar um novo parceiro devem ser retomadas ainda este ano.

“A Vulcabras está muito redonda, está madura. A empresa pode mais e quer mais. Não estamos em negociação com ninguém, mas temos um bom mapeamento e acredito que as conversas vão voltar a acontecer ao longo deste ano”, afirmou Bartelle.

Além da marca própria Olympikus, a Vulcabras representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour, por meio de aquisições dos negócios locais. O modelo de parceria envolve contratos de longo prazo, com possibilidade de desenvolvimento e fabricação de modelos específicos para o mercado nacional.

“Qualquer marca esportiva que estiver hoje no Brasil, se estiver dentro da Vulcabras, pode performar melhor, porque a Vulcabras tem todos os recursos necessários da verticalização para atuar bem com as marcas”, destaca Bartelle. “Quando pegamos a Mizuno, dobramos ela de tamanho em dois anos.”

Investimentos e contexto de mercado

A intenção de buscar novos parceiros não é recente, mas foi interrompida por questões internas, como a necessidade de reforçar a estrutura para o crescimento, e fatores externos, especialmente os juros altos no Brasil.

A Vulcabras acompanha de perto os movimentos do setor global. No início deste ano, o grupo chinês Anta Sports adquiriu 29% da Puma por quase US$ 2 bilhões. Nos Estados Unidos, a Skechers foi vendida, em meados de 2025, ao 3G Capital, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, por quase US$ 10 bilhões.

Em 2025, com o aumento das vendas, a Vulcabras reforçou seu parque produtivo, ampliando em 19,2% os investimentos, que somaram R$ 242,5 milhões, e contratando mais 4 mil funcionários para acompanhar o crescimento orgânico.

Com o processo de expansão praticamente concluído, a expectativa para este ano é rentabilizar os investimentos realizados.

A empresa encerrou 2025 com resultados recordes e já possui uma carteira de pedidos robusta, sinalizando mais um ano positivo para os negócios. É nesse cenário que a Vulcabras pretende retomar as negociações com potenciais parceiros.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.