CRISE NO ORIENTE MÉDIO

UE anuncia prontidão para reforçar proteção marítima em meio à escalada de conflitos

Líderes europeus discutem medidas para garantir segurança de rotas estratégicas e cadeias globais de suprimento diante de riscos crescentes na região.

Publicado em 09/03/2026 às 12:30
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A União Europeia (UE) declarou estar pronta para intensificar suas missões de proteção ao tráfego marítimo diante da escalada da guerra no Oriente Médio, que ameaça cadeias globais de abastecimento e segurança energética. O anúncio foi feito em comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira, após videoconferência entre líderes europeus e representantes de países do Oriente Médio.

Participaram da reunião o presidente do Conselho Europeu, António Costa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, além de líderes da Jordânia, Egito, Bahrein, Líbano, Síria, Turquia, Armênia, Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã.

No comunicado, a UE destacou a relevância das operações marítimas defensivas Aspides e Atalanta, abordando a proteção de rotas críticas de navegação e a prevenção de interrupções em cadeias específicas de fornecimento. Os líderes europeus também sinalizaram disposição para “adaptar e reforçar essas operações para responder melhor à situação”.

Durante o encontro, foram destruídos os impactos da escalada militar sobre a segurança energética global, incluindo riscos de ataques a infraestruturas energéticas e possíveis bloqueios no Estreito de Ormuz. Costa e von der Leyen reiteraram as declarações, "nos termos mais fortes", aos ataques relacionados ao Irã e expressaram solidariedade aos países da região. Os líderes europeus também agradeceram ao apoio dos governos locais na repatriação de bolsas de milhares de cidadãos europeus retidos desde o início do conflito.

Esforços diplomáticos

A UE reafirmou estar disposta a contribuir com iniciativas diplomáticas para reduzir renovada e retomar negociações, ressaltando que "o diálogo e a diplomacia são o único caminho viável" para a resolução da crise. Os líderes concordaram em manter contato próximo para acompanhar os desdobramentos da guerra e trabalhar conjuntamente pela estabilidade no Oriente Médio e na região do Golfo.