MERCADO FINANCEIRO

Bolsas europeias recuam com alta do petróleo em meio à tensão no Oriente Médio

Escalada do conflito impulsiona preços do petróleo e pressiona mercados; setor aéreo sofre perdas, enquanto petroleiras avançam.

Publicado em 09/03/2026 às 13:54
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas europeias encerraram em queda nesta segunda-feira, 9, refletindo o aumento dos preços do petróleo diante da escalada da guerra no Oriente Médio. O movimento de aversão ao risco prevaleceu desde o início do pregão, mas as perdas foram parcialmente amenizadas ao longo do dia, à medida que o petróleo devolveu parte dos ganhos intensos registrados na madrugada. Esse ajuste contribuiu para aliviar temores imediatos de estagflação.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,34%, fechando a 10.249,52 pontos. O DAX, em Frankfurt, recuperou 0,83%, a 23.394,38 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,98%, para 7.915,36 pontos. O FTSE MIB, em Milão, registou queda de 0,29%, a 44.024,96 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,79%, a 16.939,20 pontos, enquanto o PSI 20, em Lisboa, descobriuu 0,78%, a 8.875,96 pontos. Os dados são preliminares.

A valorização da energia elevou preocupações com inflação e crescimento econômico. Segundo Bernstein, os preços mais altos do petróleo podem aumentar a inflação em até 0,9 ponto percentual em 2026 caso o barril atinja US$ 130, cenário que pode levar o Banco Central Europeu (BCE) a suportar a política monetária para evitar efeitos de segunda ordem.

O Danske Bank, por sua vez, avaliou que o choque atual é predominantemente de oferta e, portanto, os principais bancos centrais não deveriam responder com elevação dos juros. Além disso, os dados fracos da Alemanha impactaram o humor do mercado, com as encomendas à indústria alemã despencando 11,1% entre dezembro e janeiro.

Setor aéreo é pressionado; petroleiras se destacam

O setor aéreo esteve entre os mais afetados pela alta do combustível, com Air France-KLM, Wizz Air e Ryanair recuando cerca de 3%, 2% e 2%, respectivamente. Em contrapartida, as petroleiras ajudaram a limitar as perdas em Londres, com a BP subindo cerca de 0,6% e a Shell avançando 2,2%, acompanhando a valorização do petróleo. Na França, a TotalEnergies teve alta de 1%; na Espanha, a Repsol ganhou 0,58%; e, na Itália, a Eni avançou 1,97%.

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Entre os destaques negativos, a Roche caiu pouco mais de 3% após seu medicamento experimental contra câncer de mama não atingir o objetivo principal em um estudo clínico de fase avançada.

Com informações da Dow Jones Newswires