ECONOMIA E RECURSOS NATURAIS

Lula afirma que Brasil não repetirá erro do minério de ferro com terras raras e minerais críticos

Presidente defende agregação de valor e transformação industrial no país e critica modelo de exportação de commodities.

Publicado em 09/03/2026 às 14:04
Integrantes do Centrão se queixam de vídeos que atrelam Master a adversários de Lula e veem atuação do governo Reprodução

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o Brasil não irá repetir com as terras raras e minerais críticos o mesmo modelo adotado com o minério de ferro. Segundo ele, as empresas estrangeiras interessadas em explorar esses recursos deverão realizar a transformação industrial desses minerais no próprio país, agregando valor à produção nacional.

"Já está avisado ao mundo: o Brasil não vai fazer das terras raras e minerais críticos aquilo que foi feito com o minério de ferro. Vender minério de ferro e comprar produto acabado pagando seis vezes mais caro, não. Agora, a parceria tem de ser feita para que a transformação seja aqui no Brasil", declarou o presidente. "Já levou toda nossa prata, nosso ouro, nosso diamante, nossa mineração de ferro. O que mais querem levar? Quando vamos aprender que Deus deu essas riquezas para nós? E nós ficamos dando para os outros", completou Lula.

O presidente reforçou que o país precisa aproveitar seus minerais críticos e terras raras para promover o enriquecimento e o desenvolvimento do conhecimento, de modo a garantir a melhor qualidade de vida à população.

A declaração foi dada ao lado do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, nesta segunda-feira (9), durante visita de Estado do líder sul-africano ao Brasil.

Ramaphosa foi recebido por Lula no Palácio do Planalto pela manhã e, ao longo do dia, participa de almoço no Itamaraty e de agendas no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula também destacou que Brasil e África do Sul compartilham a “luta por uma ordem global mais representativa, baseada no direito internacional e no multilateralismo”.