Operação mira fraudes bancárias do Comando Vermelho que movimentaram R$ 136 milhões
Ação policial cumpre 38 mandados no Rio e no Sul, apreende imóveis de luxo e revela esquema de lavagem de dinheiro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta segunda-feira, 9, uma operação interestadual para desarticular um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV), responsável por movimentar mais de R$ 136 milhões.
Os agentes cumprem 38 mandatos de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, na Região Metropolitana, na Região dos Lagos e também no Rio Grande do Sul. Até o momento, um dos alvos foi preso em flagrante com um automóvel de luxo roubado.
Durante a ação, a polícia também realizou a apreensão judicial de dois imóveis de alto padrão, localizados em Rio das Ostras e Nova Iguaçu.
Segundo o governo do Rio, o objetivo da operação é “desarticular uma complexa estrutura criminosa responsável por fraudar instituições financeiras por meio da abertura irregular de contas empresariais, obtenção indevida de crédito e ocultação da origem dos valores obtidos ilegalmente”.
As investigações apontam que o grupo utilizou empresas de fachada, documentos falsos e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para viabilizar as fraudes.
O inquérito teve início após uma instituição financeira comunicar irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão fraudulenta de crédito, que, inicialmente, causaram prejuízos superiores a R$ 5,2 milhões.
Com o avanço das apurações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os agentes identificaram movimentações de alto valor incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados. Descobriu-se que o principal operador financeiro do grupo movimentou cerca de R$ 136 milhões em menos de dez meses.
De acordo com o governo, os operadores financeiros controlados pelo esquema possuem antecedentes criminais de crimes como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa. Há ainda promessas de que parte dos recursos obtidos com as fraudes foram destinados ao financiamento de atividades ilícitas relacionadas ao tráfico.