TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Autoridade relata morte de ao menos sete marinheiros em ataques perto do Estreito de Ormuz

Chefe da Organização Marítima Internacional pede cautela após ataques recentes a navios mercantes em rota estratégica de petróleo e gás.

Publicado em 09/03/2026 às 18:33
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O chefe da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, informou nesta segunda-feira, 9, que pelo menos sete marinheiros de diferentes nacionalidades foram mortos em ataques recentes a navios mercantes próximos ao Estreito de Ormuz. Segundo Dominguez, vários outros tripulantes ficaram feridos, "alguns deles gravemente".

O dirigente não detalhou quem seria responsável pelos ataques, mas fez um apelo para que as empresas de navegação adotem "o máximo de cautela" ao trafegar pela região. Ele também enfatizou a necessidade de que todas as partes respeitem a liberdade de navegação.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás natural. A escalada do conflito no Oriente Médio aumentou a preocupação internacional quanto a possíveis interrupções na navegação, com impactos diretos sobre os mercados de energia e o comércio internacional.

Na semana passada, o Irã chegou a anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou atacar qualquer navio que tentasse cruzar a passagem. Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha americana poderia escoltar petroleiros na região "se fosse necessário". Trump também ordenou à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) que ofereça seguro contra riscos políticos e garantias para a segurança financeira do comércio marítimo, a um preço "muito razoável".

Nesta segunda-feira, 9, o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que irá reforçar a defesa de Chipre e anunciou uma iniciativa liderada por Paris para escoltar navios petroleiros e de gás, com o objetivo de reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz após a fase mais aguda do conflito.

Macron também confirmou o envio de navios de guerra e outros meios militares ao Mediterrâneo Oriental, após um ataque com drone atingir uma base aérea britânica em Chipre na semana passada. O líder francês afirmou que a mobilização visa fortalecer a proteção dos aliados europeus diante do risco de ampliação do conflito envolvendo o Irã.

A União Europeia, por sua vez, declarou estar pronta para reforçar suas missões de proteção ao tráfego marítimo, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e aos riscos para as cadeias globais de abastecimento e a segurança energética.

Também nesta segunda, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, criticou as iniciativas ocidentais para garantir a segurança no Estreito de Ormuz diante da escalada militar na região. Em publicação na rede X, ele afirmou que "é improvável que qualquer segurança seja alcançada no Estreito de Ormuz sob o fogo da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel".

Larijani acrescentou que a estabilidade na estratégica via marítima não pode depender de atores que, segundo ele, contribuíram para agravar o conflito. "A segurança do local é improvável, especialmente se isso depender de partes que não estiveram distantes de apoiar essa guerra e contribuir para alimentá-la", escreveu.

Com informações de agências internacionais.