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Busca por novo míssil expõe pressão sobre defesa dos EUA após conflito com Irã

Força Aérea americana procura fornecedores para míssil avançado, evidenciando desafios logísticos e industriais após operação militar contra o Irã.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 10/03/2026 às 07:49
Força Aérea dos EUA busca novo míssil para caças e bombardeiros após operação militar contra o Irã. CC0 / Sargento técnico Kevin J. Gruenwald, Força Aérea dos EUA /

A Força Aérea dos Estados Unidos intensifica a busca por novos fornecedores de um míssil equivalente ao SiAW, projetado para operar em aeronaves como o futuro caça F‑47 e o bombardeiro B‑21. A iniciativa surge em meio às preocupações com os estoques de munições e à pressão adicional imposta pela recente operação militar contra o Irã.

Segundo informações do Defense News, o objetivo é identificar empresas capazes de desenvolver a Arma de Ataque de Penetração (SiAW, na sigla em inglês) ou sistemas similares, compatíveis com as caças F‑35, F‑16, o bombardeiro furtivo B‑21 e, pela primeira vez em documento público, o futuro F‑47 da Boeing.

O anúncio, divulgado pelo Centro de Gerenciamento do Ciclo de Vida da Força Aérea na Base de Eglin, não configura uma licitação formal, mas sim uma pesquisa de mercado para mapear companhias aptas a entregar tecnologias iguais ou superiores às do míssil atualmente em uso.

Entre as critérios técnicos estão maior alcance, buscador antirradiação, navegação avançada GPS/INS resistente a interferências, contramedidas eletrônicas robustas e capacidade de contra-ataque. A Força Aérea também prevê produção anual de até 600 ogivas e vida útil estimada de 15 anos para o armamento.

O programa segue em fase de prototipagem rápida, com previsão de entrega do primeiro lote de produção em 2030 e desenvolvimento estendido até 2027, conforme detalhes do portal especializado.

A busca por novos fornecedores ocorre no contexto da Operação Epic Fury (Fúria Épica) contra o Irã, que reacendeu preocupações sobre a suficiência dos estoques de munições e a capacidade da base industrial de defesa dos EUA, segundo relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

O comunicado oficial não detalha os motivos da busca por alternativas nem esclarece se a medida pode impactar o programa atualmente prorrogado pela Northrop Grumman.