ECONOMIA EM ALERTA

Choque do petróleo reacende temor inflacionário e divide economistas sobre corte de juros

Tensão no Oriente Médio eleva preços do petróleo, pressiona inflação no Brasil e gera incertezas sobre a trajetória da Selic.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 10/03/2026 às 07:52
Alta do petróleo após conflito no Oriente Médio pressiona inflação e divide economistas sobre juros no Brasil. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

O recente aumento do preço do petróleo, impulsionado pela escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, reacendeu o alerta inflacionário no Brasil e provocou divergências entre economistas quanto ao ritmo de cortes da taxa Selic.

O cenário internacional ficou mais tenso após bombardeios no Irã, elevando o risco de interrupções no fluxo global de petróleo. Em poucos dias, o preço do barril oscilou de quase US$ 120 (R$ 632,54) para menos de US$ 90 (R$ 474,40), refletindo a volatilidade do mercado.

No Brasil, esse movimento já impacta a economia: as passagens aéreas ficaram mais caras, as distribuidoras de combustíveis repassaram os custos e a gasolina, que representa mais de 5% do orçamento familiar, lançaram a pressão sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Economistas ouvidos pela Folha de S.Paulo alertam para o risco de difusão do choque do petróleo, que pode encarecer insumos agrícolas, embalagens e energia elétrica. Com o IPCA em 4,44%, próximo do teto da meta, cresce a divisão sobre os próximos passos do Banco Central: parte dos especialistas defende a manutenção da Selic em 15%, enquanto outros enxergam espaço para um corte de 0,5 ponto percentual.