MERCADO FINANCEIRO

Queda do petróleo e tensão no Irã trazem volatilidade ao dólar

Moeda americana oscila após forte baixa, com investidores atentos à crise no Oriente Médio e à cotação do petróleo.

Publicado em 10/03/2026 às 09:46
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O dólar passou o preço desta terça-feira, 10, em queda frente ao real, mas rapidamente inverteu o movimento e passou a operar em alta. A mudança ocorre após a moeda americana recuar 1,52% no mercado à vista na segunda-feira, 9, fechando a R$ 5,1641 — o menor patamar desde 27 de fevereiro — e acumulando desvalorização de 5,92% no ano. O cenário internacional segue marcado por sinais contraditórios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a operação contra o Irã.

Com a agenda econômica esvaziada, os investidores mantêm o foco na queda dos preços do petróleo e nos desdobramentos da guerra dos EUA no Irã. Na segunda-feira, Trump afirmou que uma ofensiva militar pode terminar em breve.

Apesar disso, o presidente americano também ameaçou reagir com “20 vezes mais força” caso o Irão bloqueie o Estreito de Ormuz. Por sua vez, a Guarda Revolucionária Iraniana declarou que cabe a Teerã decidir quando o conflito chegará ao fim.

Mais cedo, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que esta terça-feira deverá ser o dia mais intenso de ataques contra o território iraniano.

Em outra frente diplomática, o Kremlin informou que os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos EUA, Donald Trump, não discutiram a suspensão de restrições ao petróleo russo no recente diálogo. O encontro abordou questões relativas ao Irã e à Ucrânia, sendo considerado positivo por Trump.

No cenário internacional, o Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul cresceu 0,4% no quarto trimestre de 2025, após avanço de 0,5% no terceiro trimestre. Esse foi o quinto resultado positivo consecutivo, levando a economia sul-africana a crescer 1,1% no ano — o melhor desempenho desde 2022, superando os 0,8% de 2023 e 0,5% de 2024, segundo o Stats SA.

Na agenda doméstica, o IGP-M desacelerou o ritmo de queda na primeira prévia de março, recuando 0,19% frente a -0,49% em fevereiro, de acordo com a FGV. Já o IPC-S acelerou em seis das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de março, subindo 0,04% ante -0,14% na última leitura, segundo a FGV.