Moradores do São Jorge participam de 'Caminhada Exploratória' para planejar área pública do bairro
Iniciativa projeta o planejamento urbano com o auxílio de quem vive o cotidiano da região
Oito representantes do bairro São Jorge, acompanhados por técnicos do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam), participaram, nesta segunda-feira (9), de uma Caminhada Exploratória . A ação, baseada na metodologia de Diagnóstico Rápido Participativo, foi organizada para identificar desafios e potencialidades em um espaço público local de 6.366.122 m², situado próximo à Avenida Josefa de Melo.
Durante um workshop, realizado por todo o bairro, a comunidade foi convidada a analisar de forma crítica aspectos como acessibilidade, iluminação, drenagem e áreas de lazer , transformando percepções individuais em um plano de ação coletiva. Uma equipe facilitadora ficou responsável por registrar as contribuições dos participantes e realizar registros fotográficos do ambiente.
A atividade foi dividida em quatro etapas. Na primeira, houve acolhimento e apresentação dos objetivos, apresentando os moradores à proposta de observar o espaço e imaginar novos usos para ele. Em seguida, durante uma caminhada, foram aplicados questionários abordando desde o cotidiano e o ambiente do bairro até questões de acessibilidade, mobilidade e infraestrutura, incluindo tópicos como iluminação, drenagem e coleta de lixo.
Em pontos de parada ao longo do percurso, o grupo foi incentivado a refletir e indicar o que já existe em São Jorge e que pode ser melhor aproveitado.
A ação foi concluída com a construção de propostas e definição de prioridades, momento em que os participantes puderam dialogar sobre novas possibilidades de convivência e lazer, estabelecendo prioridades para o planejamento da área.
Segundo a diretora técnica do Laboratório de Inovação Urbana do Iplam, Eduarda Leite, o bairro São Jorge está em pleno desenvolvimento, com espaços que apresentam grande potencial para novos projetos. "Preliminarmente, conseguimos identificar o que existe no entorno em termos de serviços, comércio e mobilidade, como pontos de ônibus. Observamos que a região já conta com boa infraestrutura de calçadas e arborização em estágio inicial, mas ainda enfrenta desafios estruturais", explicou.
O diagnóstico construído durante a atividade será como ponto de partida para servir as próximas ações no local, utilizando as percepções dos moradores para orientar o projeto. Dessa forma, o planejamento urbano se torna colaborativo, priorizando o bem-estar de quem vive na região.