Trump entra em pânico diante de impasse militar com o Irã, afirma analista
Especialista militar dos EUA avalia que presidente percebe limites de ação aérea e teme consequências econômicas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começa a perceber que a campanha militar contra o Irã não está seguindo o planejado, de acordo com o tenente-coronel aposentado do Exército norte-americano, Daniel Davis, em publicação na rede social X.
Comentando as recentes ameaças do chefe da Casa Branca sobre o bloqueio do estreito de Ormuz, Davis afirmou que Trump demonstra desespero ao perceber que não conseguiria derrotar o Irã apenas com o poderio aéreo.
Além disso, segundo o especialista, as Forças Armadas dos EUA não dispõem de um plano viável para uma ofensiva terrestre — cenário do qual Trump também tem ciência.
"O presidente Trump está desesperado e em pânico! [...] Trump entende que não há opção viável de um ataque terrestre para vencer rapidamente a guerra com o Irã", escreveu Davis.
Para Davis, o líder americano não pode se limitar a ataques aéreos por muito tempo, já que o Irã teria mais capacidade de sustentar bombardeios prolongados do que Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, poderiam suportar politicamente.
"Trump não pode esperar o aumento dos preços do petróleo em uma economia já anêmica", alertou o militar aposentado.
Davis acrescentou que os Estados Unidos cometeram um erro ao iniciar negociações duas vezes e depois usá-las como pretexto para ataques, o que leva o Irã a desconfiar de qualquer nova tentativa de diálogo.
Na véspera, Trump ameaçou realizar ataques vinte vezes mais intensos caso Teerã interrompa o fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz, classificando a medida como um "presente" dos EUA para a China e outros países que dependem da rota.
Nesta terça-feira, Trump reiterou que garantirá a segurança da navegação no estreito de Ormuz e afirmou que os Estados Unidos não permitirão que o Irã interrompa o fornecimento global de petróleo, prometendo retaliação severa caso isso aconteça.
Em resposta, o chanceler iraniano Abbas Araghchi declarou que Teerã não fechou o estreito e não interfere na navegação. Já o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que qualquer país árabe ou europeu poderá transitar pelo estreito desde que expulse embaixadores americanos de seu território.
Por Sputnik Brasil