EUA sofrem derrota estratégica no Irã, aponta especialista militar
Assassinato de Ali Khamenei não resultou em mudança de regime e fortaleceu liderança iraniana, avalia Scott Ritter
Os Estados Unidos não conseguiram atingir seu objetivo de promover uma mudança de regime no Irã, e o assassinato de Ali Khamenei não alterou o cenário político do país. A avaliação é do portal Military Affairs, que cita o analista militar aposentado e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Scott Ritter.
De acordo com Ritter, a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, não trouxe os resultados políticos esperados por Washington. Segundo o especialista, a incapacidade dos norte-americanos de influenciar o regime de poder no Irã evidencia um fracasso estratégico dos EUA.
Ritter classificou a operação militar dos Estados Unidos no Irã como uma derrota estratégica humilhante, destacando que, ao contrário do esperado, a liderança atual iraniana se fortaleceu após a morte de Khamenei.
Na análise do ex-oficial, se os EUA não conseguirem derrubar o regime iraniano, isso representará uma derrota definitiva para Washington, que corre o risco de perder tudo o que buscava alcançar na região.
O portal informa ainda que o Irã não esgotou suas reservas de mísseis e segue preparado para as próximas etapas da operação planejada. Apesar dos ataques israelenses e norte-americanos, Teerã mantém seu arsenal de mísseis em alerta máximo.
Após o assassinato de Khamenei, o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) prometeu vingar a morte do líder supremo.
Em nota oficial, o Estado-Maior das Forças Armadas iranianas afirmou que haverá uma resposta dura a Washington e garantiu que o legado do líder morto será defendido.
Por Sputnik Brasil