Presidente da Câmara dos EUA afirma que guerra com o Irã está próxima do fim
Mike Johnson diz que operação é limitada e quase concluída, mas Irã relata ataques estratégicos em Israel; custos do conflito já somam bilhões.
Washington, EUA — O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, declarou nesta terça-feira, 10, no 11º dia do conflito no Oriente Médio, que a operação americana contra o Irã é "propositadamente limitada em escopo e missão". Segundo Johnson, a missão "está sendo cumprida" e "está quase concluída".
O republicano minimizou o impacto do aumento dos preços da gasolina nos EUA, classificando-o como um "problema temporário". Ele afirmou que levará "algumas semanas para os preços do combustível voltarem ao normal".
Ofensiva iraniana e divergências internas
Apesar do otimismo de Johnson, em sintonia com recentes declarações do presidente Donald Trump sobre o fim iminente do conflito, forças iranianas afirmaram nesta terça-feira ter atingido alvos em Israel. Segundo comunicado do exército do Irã, divulgado pela agência Tasnim, foram atacados "com o uso de drones destrutivos, um centro militar em Haifa e o centro de recebimento de informações de satélites espiões".
O texto ressalta que o local atingido "desempenha um papel fundamental na produção de armas e é de grande importância estratégica para fortalecer as capacidades de combate do inimigo".
Na segunda-feira, 9, Trump declarou que a guerra no Oriente Médio deve acabar em breve, mas ponderou, em entrevista à CBS News: "O fim só está claro para mim, para mais ninguém". Em contraste, o Pentágono afirmou anteriormente que os Estados Unidos "mal começaram a lutar".
Gastos bilionários com munições
Uma estimativa enviada pelo Pentágono ao Congresso americano aponta que os dois primeiros dias do conflito com o Irã, na semana passada, custaram cerca de US$ 5 bilhões em munições. A avaliação, segundo fonte ouvida pela Agence France Presse (AFP) sob anonimato, não inclui outras despesas relacionadas à guerra, e o valor total pode ser ainda maior do que estimativas anteriores de analistas externos.
O governo Trump já sinalizou a possibilidade de solicitar fundos suplementares ao Congresso para cobrir os custos da guerra, porém, vários parlamentares têm se mostrado contrários à aprovação de mais verbas para o Pentágono.
A lei anual de defesa destinou cerca de US$ 838 bilhões ao Pentágono no início deste ano, e o Departamento de Defesa dos EUA recebeu US$ 150 bilhões em recursos extras no ano passado, como parte do pacote de grandes cortes de impostos aprovado pelo governo Trump.
Com informações de agências internacionais.