TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Secretário dos EUA diz que Marinha escoltou petroleiro em Ormuz, mas apaga publicação

Chris Wright, secretário de Energia, afirmou em rede social que ação buscava garantir fluxo de petróleo durante operações contra o Irã; postagem foi removida pouco depois.

Publicado em 10/03/2026 às 16:06
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou nesta quarta-feira, 10, em publicação no Facebook, que o governo Donald Trump está atuando para preservar o fluxo de petróleo no mercado internacional durante operações militares contra o Irã. Segundo Wright, a Marinha americana teria realizado a escolta de um petroleiro pelo Estreito de Ormuz. A postagem, no entanto, foi apagada logo em seguida.

Na publicação, Wright declarou que "o presidente Trump está mantendo a estabilidade da energia global durante as operações militares contra o Irã". Ele acrescentou que "a Marinha dos EUA escoltou com sucesso um petroleiro pelo Estreito de Ormuz para garantir que o petróleo continue fluindo para os mercados globais".

A declaração surge em meio a preocupações sobre possíveis interrupções no tráfego marítimo na região, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. O Estreito de Ormuz tornou-se um dos principais focos de risco desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã.

No início de fevereiro, o Departamento de Transportes dos EUA recomendou que embarcações comerciais com bandeira americana evitassem o mar territorial iraniano ao transitar pelo Estreito de Ormuz e pelo Golfo de Omã, diante do risco de abordagens ou apreensões por forças iranianas.

Mais recentemente, o ex-presidente Trump afirmou que, se necessário, a Marinha americana poderia escoltar petroleiros pela via marítima para garantir o fluxo de energia global. Na ocasião, Trump declarou que os Estados Unidos fariam isso "custe o que custar".

No entanto, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, disse que os militares ainda não haviam recebido pedidos formais para escoltar petroleiros na região, embora estivessem avaliando opções para manter o estreito aberto ao tráfego marítimo.