ENERGIA LIMPA

Brasil adere a pacto global para triplicar uso da energia nuclear até 2050

País se junta a mais 37 nações em compromisso internacional para ampliar a capacidade nuclear e fortalecer metas climáticas.

Por Por Sputinik Brasil Publicado em 10/03/2026 às 23:15
Brasil adere a pacto global para ampliar energia nuclear e reforçar metas climáticas até 2050. © Divulgação / Eletronuclear

O Brasil anunciou nesta terça-feira (10) sua adesão à Declaração para Triplicar a Energia Nuclear , iniciativa internacional que visa mobilizar governos, indústria e instituições financeiras para ampliar, até 2050, a capacidade instalada de energia nuclear no mundo.

O anúncio foi feito durante a II Cúpula sobre Energia Nuclear, realizada em Paris e organizada pela França com apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Na iniciativa, China, Bélgica e Itália também aderiram à iniciativa, que agora conta com o apoio de 38 países.

Lançada durante a COP28, em Dubai, a declaração integra esforços para fortalecer a segurança energética global e atender à crescente demanda mundial por eletricidade, segundo o Itamaraty.

O incremento da energia nuclear também busca acelerar a transição energética, promovendo uma fonte de baixa emissão de carbono e contribuindo para o cumprimento das metas climáticas globais, conforme destacado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).

"Ao endossar a iniciativa, o Brasil reafirma seu compromisso com o desenvolvimento responsável da energia nuclear, em conformidade com elevados padrões de segurança, proteção e não rigoroso. Com mais de quatro décadas de operação segura de usinas nucleares, o país domina o ciclo do combustível nuclear, da mineração de urânio à fabricação de combustível", afirmou o governo brasileiro em nota oficial.

Atualmente, a matriz nuclear brasileira é composta pelas usinas Angra 1 e Angra 2, localizadas em Angra dos Reis (RJ), respondendo por cerca de 3% da energia gerada no país.

Para prolongar a vida útil de Angra 1, a Eletrobras obteve financiamento de R$ 22,2 milhões junto com parceiros internacionais, ampliando a capacidade de operação da usina, que já soma 40 anos de operação.