Haddad e Alckmin lideram disputa ao Senado em São Paulo, aponta Datafolha
Levantamento mostra vantagem de nomes governistas sobre candidatos da direita nas projeções para as duas vagas do Senado paulista
Pesquisa Datafolha aponta Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) como líderes na corrida pelas duas vagas ao Senado por São Paulo em 2026. Os nomes do campo governista superam os da direita nos cenários avaliados, segundo o levantamento realizado antes da confirmação da saída de Haddad do Ministério da Fazenda para possível candidatura ao governo estadual.
O levantamento, divulgado pela Folha de S.Paulo, indica que Haddad e Alckmin aparecem à frente na preferência do eleitorado, com desempenho superior ao de candidatos da direita. A pesquisa foi realizada antes de Haddad anunciar sua saída da Fazenda para disputar o governo paulista.
No primeiro cenário testado, sem Alckmin, Haddad lidera com 30% das intenções de voto, seguido por Simone Tebet (MDB), Márcio França (PSB), Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL), todos alinhados ao campo governista. Entre os nomes da direita, os mais bem posicionados são Guilherme Derrite (Progressistas) e Ricardo Salles (Novo).
Paulinho da Força (Solidariedade), Rosana Valle (PL) e Gil Diniz (PL) aparecem em seguida, enquanto uma parcela significativa do eleitorado manifesta intenção de votar em branco, nulo ou ainda não decidiu em quem votar.
A pesquisa aponta que o eleitorado lulista tende a se dividir entre Haddad e Tebet, enquanto apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) concentram votos em França, Derrite e Salles. No segundo cenário, sem Haddad, Alckmin assume a liderança com 31%, seguido novamente por Tebet, Marina, França e Boulos.
Nesse contexto, Salles e Derrite mantêm desempenho semelhante, enquanto Paulinho da Força, Rosana Valle e Gil Diniz apresentam menor pontuação. A taxa de indecisos e votos brancos ou nulos permanece elevada para a segunda vaga.
A direita, entretanto, ainda não definiu quem disputará a segunda cadeira. Conforme a apuração, Derrite é visto como nome consolidado para a primeira vaga, com apoio de Tarcísio, mas a segunda segue indefinida após o afastamento de Eduardo Bolsonaro (PL), que era o favorito para ocupar o posto.
Aliados de Eduardo defendem que ele indique um substituto, citando nomes como Gil Diniz, Sonaira Fernandes (PL), Mario Frias (PL) e, mais recentemente, o coronel Mello Araújo (PL). Ricardo Salles mantém a pré-candidatura, embora interlocutores do ex-presidente Jair Bolsonaro avaliem que ele teria dificuldade para unificar o campo conservador.
Por Sputinik Brasil