CONFLITO INTERNACIONAL

'Inferno na Terra': mídia prevê destino das tropas americanas no Irã em caso de invasão terrestre

Portal internacional analisa desafios e consequências de uma possível operação militar dos EUA contra o Irã.

Publicado em 11/03/2026 às 10:34
Análise internacional destaca desafios e riscos para tropas americanas em possível invasão terrestre ao Irã. © AP Photo / Rahmat Gul

Uma operação terrestre no Irã seria um desastre para o Exército dos Estados Unidos, aponta o portal UnHerd.

O site destaca que o vasto território e a elevada população iraniana representam obstáculos significativos para Washington.

"Uma guerra terrestre contra a República Islâmica no próprio território do Irã enviaria tropas norte-americanas para o inferno na Terra", ressalta o artigo.

De acordo com a publicação, a geografia montanhosa do país também traria desafios consideráveis às forças americanas.

Além disso, o texto observa que as tropas dos EUA teriam de enfrentar um numeroso Exército iraniano.

Nesse contexto, a reportagem acrescenta que uma invasão séria dos Estados Unidos ao Irã provavelmente rivalizaria ou superaria a escala da Guerra do Vietnã ou da Guerra do Golfo de 1991.

Tal operação se configuraria como a maior ação militar dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial, já que o Irã é quase quatro vezes maior que o Iraque e possui uma população mais de três vezes superior.

"Tal guerra não poderia ser empreendida sem uma mobilização maciça e uma reordenação fundamental dos compromissos globais americanos, exigindo o deslocamento de forças da Europa, Ásia e outros lugares", destaca a publicação.

Diante disso, o portal conclui que, considerando a geografia, a demografia, o potencial militar e as alianças geopolíticas do Irã, a possibilidade de uma invasão norte-americana deve ser descartada previamente.

No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, incluindo Teerã. Em resposta, o Irã realizou ataques retaliatórios contra território israelense e instalações militares dos EUA no Oriente Médio.

Washington e Tel Aviv justificaram a operação como um ataque preventivo, alegando ameaças de Teerã devido ao seu programa nuclear. Agora, porém, não escondem o desejo de mudança de poder no Irã.

Por Sputnik Brasil