Opep mantém projeções para produção de combustíveis líquidos e PIB do Brasil em 2026 e 2027
Relatório mensal destaca estabilidade nas estimativas para oferta de combustíveis e crescimento econômico brasileiro, mas alerta para desafios operacionais e incertezas fiscais.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve inalteradas as projeções para a produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026. Segundo relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, 11, a oferta total do Brasil, incluindo biocombustíveis, deve crescer 160 mil barris por dia (bpd), alcançando uma média de 4,6 milhões de bpd. No entanto, a entidade alerta para "desafios operacionais e interrupções inesperadas" que podem impactar os cronogramas de produção previstos.
De acordo com a Opep, a produção de petróleo bruto do Brasil recuou cerca de 65 mil bpd em janeiro, atingindo uma média de 4,0 milhões de bpd. Já a produção de líquidos de gás natural (LNG) permaneceu "amplamente inalterada", em torno de 97 mil bpd. A produção de biocombustíveis, principalmente etanol, registrou alta de 15 mil bpd em relação ao mês anterior, situando-se em uma média de 700 mil bpd. Dados preliminares de fevereiro indicam estabilidade nesse segmento.
O relatório destaca ainda que, em janeiro, a produção total de combustíveis líquidos no Brasil caiu aproximadamente 42 mil bpd na comparação mensal, para uma média de 4,7 milhões de bpd. Apesar da queda, o volume representa um aumento de 600 mil bpd em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para 2027, a Opep reiterou a projeção de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos em 140 mil bpd, chegando a uma média de 4,7 milhões de bpd.
Segundo o documento, a produção upstream deve se expandir com o avanço dos projetos em Búzios (Franco), Bacalhau, Marlim e Wahoo, além do início das operações no campo de Búzios e no Cluster Pampo-Enchova. Estão previstas novas entradas em operação nesses polos petrolíferos.
PIB
A Opep também reafirmou as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2026 e 2027, respectivamente em 2,0% e 2,2%.
A entidade espera que a economia brasileira continue em expansão no próximo ano, sustentada pela flexibilização monetária e pela manutenção da forte atividade doméstica.
Por outro lado, o relatório ressalta que algumas incertezas permanecem, especialmente quanto ao impacto "potencialmente defasado" de políticas monetárias restritivas e de possíveis medidas fiscais "relativamente mais restritivas".