TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Estreito de Ormuz é considerado perigoso demais para a frota dos EUA, diz mídia

Marinha norte-americana recusa escolta de navios civis devido ao alto risco de ataques, em meio à escalada no conflito com o Irã.

Publicado em 11/03/2026 às 12:50
Estreito de Ormuz: tensão crescente reduz tráfego marítimo em rota vital para o petróleo global. © Foto / Jacques Descloitres, MODIS Land Rapid Response Team, NASA/GSFC

Desde o início do conflito com o Irã, a Marinha dos Estados Unidos tem recusado quase diariamente os pedidos de representantes da indústria naval para fornecer escolta militar a embarcações civis no Estreito de Ormuz, segundo veículos britânicos que citam fontes próximas ao assunto.

"A Marinha dos EUA está rejeitando quase diariamente pedidos do setor marítimo para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz, observando que o perigo de ataques permanece muito alto", destacou a agência Reuters na noite de terça-feira (10).

Uma fonte afirmou que a avaliação da Marinha norte-americana, apresentada em reunião no dia anterior, permanece inalterada: a situação só mudaria caso o nível de ameaça diminua.

Essa postura contrasta com declarações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que Washington está preparado para oferecer escolta naval "sempre que necessário" para restabelecer o tráfego marítimo regular nessa rota estratégica.

"Os Estados Unidos garantirão o fluxo contínuo de energia ao redor do mundo, aconteça o que acontecer", publicou Trump em suas redes sociais.

No entanto, o comandante naval do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã, Alireza Tangsiri, declarou que Teerã não permitirá que navios norte-americanos escoltem embarcações na região.

A operação militar conjunta entre EUA e Israel contra o Irã segue pela segunda semana consecutiva, com troca de ataques entre ambos os lados. Tel Aviv afirma que o objetivo é impedir que Teerã adquira armas nucleares. Washington ameaçou destruir as capacidades militares iranianas e conclamou a população a promover uma mudança de regime. O Irã, que nega componentes militares em seu programa nuclear, insiste que está pronto para se defender e não vê motivos para retomar negociações.

Com a escalada do conflito, o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz foi drasticamente reduzido, apesar de a região ser uma das principais rotas para o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do Golfo Pérsico.

Por Sputnik Brasil