Dino mantém depoimento de Leila Pereira na CPMI do INSS
Ministro do STF garante direito de Leila Pereira a nova data e veda condução coercitiva
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a convocação da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, para depor como testemunha na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
A oitiva está prevista para esta quinta-feira (12).
Notícias relacionadas:
- CPI do Crime mira braço do PCC na Faria Lima e “A Turma” do Master.
- CPI do Crime: fundador da empresa Reag nega vínculo com PCC.
Apesar de manter a convocação, Dino garantiu que a presidente poderá solicitar uma nova data para a oitiva e não poderá ser alvo de condução coercitiva.
Leila foi convocada para prestar depoimento como testemunha. Ela é presidente da Crefisa, empresa que realiza operações de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS.
O depoimento estava inicialmente agendado para o dia 9 de março, mas foi reagendado para amanhã.
A presidente não compareceu após orientação de seus advogados, que entenderam que a decisão de Flávio Dino, suspendendo quebras de sigilo votadas em bloco pela CPMI, deveria se estender às votações que convocaram testemunhas.
Após a ausência de Leila no Congresso, parlamentares da comissão cogitaram a possibilidade de determinar sua condução coercitiva.
No entanto, Dino afirmou que a decisão que invalidou as quebras de sigilo não se aplica às convocações de testemunhas.
“É evidente que a situação de quem sofre quebra de sigilo é diferente daquela de quem apenas é convocado para depor como testemunha. Não há violação da intimidade, do sigilo ou exposição indevida da vida privada pelo simples fato de ser chamado a depor como testemunha”, afirmou o ministro.
Sigilos
A decisão foi motivada por um pedido da defesa de Lulinha. Os advogados solicitaram a extensão da decisão de Dino, que também anulou a quebra de sigilo contra a empresária Roberta Luchsinger, igualmente alvo da CPMI.