ECONOMIA

Fitch Ratings mantém projeção de crescimento do PIB brasileiro em 1,9% para 2026

Agência aponta desaceleração do crescimento, impacto da reforma do IR e perspectivas para inflação, Selic e câmbio até 2027

Publicado em 11/03/2026 às 16:40
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Fitch Ratings manteve a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real do Brasil em 1,9% para 2026, indicando uma moderação em relação aos 2,3% projetados para 2025 e aos 3,4% de 2024. Segundo a agência, o ritmo mais lento reflete o efeito defasado da política monetária restritiva, que deve continuar limitando o consumo e o investimento.

Como contraponto, a reforma do Imposto de Renda aprovada em 2025 pode estimular o consumo, ao reduzir a carga tributária para famílias de baixa renda, grupo com maior propensão a consumir.

A Fitch também destaca a redução das tarifas dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras, após decisão da Suprema Corte norte-americana, como fator de alívio para a economia. No entanto, ressalta que o Brasil segue sendo uma economia relativamente fechada.

Para 2027, a expectativa é de um crescimento ainda menor, de 1,8%, diante de um impulso fiscal e parafiscal projetado mais baixo.

Inflação

Em relação à inflação, a agência prevê moderação para 4% ao final de 2026 e 3,8% em 2027, patamares ainda acima da meta de 3% estabelecida pelo Banco Central. Em 2025, a inflação recuou para 4,3% após atingir 5,5% em abril do mesmo ano, em decorrência da política monetária restritiva e da desaceleração econômica. Apesar disso, a inflação de serviços permanece elevada devido à rigidez do mercado de trabalho.

Selic

A Fitch projeta que o Banco Central inicie o ciclo de afrouxamento monetário ainda este mês, impulsionado pela queda da inflação e expectativas mais favoráveis. Contudo, a agência avalia que a autoridade monetária seguirá cautelosa, diante da rigidez do mercado de trabalho, riscos geopolíticos e incertezas domésticas, especialmente com a proximidade das eleições presidenciais.

A expectativa é que a taxa Selic recue dos atuais 15% ao ano para 12% até o fim de 2026, com possibilidade de novos cortes em 2027, chegando a 10,50%.

Câmbio

Após valorização do real em 2025, impulsionada pela fraqueza do dólar e pelo diferencial de juros elevado frente aos Fed funds, a Fitch prevê que a moeda brasileira deve se desvalorizar gradualmente ao longo de 2026, encerrando o ano cotada a R$ 5,50 por dólar.

A análise ressalta as incertezas relacionadas às eleições de outubro, especialmente no que diz respeito à política fiscal, e aponta que uma política monetária mais frouxa tende a oferecer menor suporte ao real.

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.