DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Conselho de Segurança da ONU aprova resolução que exige que Irã interrompa ataques a países árabes

Documento elaborado pelo Bahrein recebeu apoio da maioria, mas foi criticado por Rússia, China e rejeitado pelo Irã

Por Sputinik Brasil Publicado em 11/03/2026 às 16:44
Reunião do Conselho de Segurança da ONU discute resolução sobre ataques do Irã a países árabes. © Charly Triballeau

O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta quarta-feira (10), uma resolução apresentada pelo Bahrein que exige que o Irã interrompa ataques contra países do Golfo Pérsico. O documento, no entanto, não faz menção à campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica. Treze países votaram a favor da resolução, enquanto Rússia e China optaram pela abstenção.

Irã não reconhece; China e Rússia criticam resolução

O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que o Irã não reconhece a legitimidade da resolução. Já o representante da Rússia, Vasily Nebenzya, expressou profunda decepção com a decisão do Conselho de Segurança, classificando o texto como tendencioso e unilateral.

"Estamos profundamente desapontados com o fato de o Conselho de Segurança não ter conseguido adotar esta resolução tão necessária hoje", declarou Nebenzya durante a reunião.

Os Estados Unidos vetaram uma resolução proposta pela Rússia que pedia um cessar-fogo no Oriente Médio e condenava ataques contra civis. Apenas quatro países apoiaram a proposta russa, enquanto nove se abstiveram. Como membro permanente, os EUA exerceram o poder de veto, sendo acompanhados pela Letônia, que também votou contra.

O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, lamentou o veto dos EUA à proposta russa.

"Estamos desapontados e lamentamos que a proposta não tenha sido adotada", afirmou o diplomata chinês.

Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que reafirmou seu compromisso com a paz no Oriente Médio durante conversas com líderes da Rússia e do Paquistão.

"A única forma de pôr fim a esta guerra, provocada pelo regime sionista e pelos Estados Unidos, é o reconhecimento dos direitos legítimos do Irã, o pagamento de reparações e garantias internacionais confiáveis contra futuras agressões", escreveu Pezeshkian em seu perfil na plataforma X.